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Extração de água mineral cresce 13,8% e impulsiona cofres municipais

Extração de água mineral cresce 13,8% e impulsiona cofres municipais

(Foto: José Fernando Ogura)

Extração de água mineral cresce 13,8% e impulsiona cofres municipais


Levantamento do IAT aponta avanço de 13,8% na comercialização do recurso hídrico e impostos repassados financiam prefeituras locais

A indústria de extração e envase de água mineral no Paraná encerrou o ano de 2025 com uma movimentação financeira de R$ 415,39 milhões.

O montante representa um salto de 13,8% na comparação com o ciclo anterior, impulsionado pela comercialização de quase 527 milhões de litros do produto nas gôndolas e distribuidoras. Os dados oficiais compõem o mais recente informe do Instituto Água e Terra (IAT), publicado nesta terça-feira (13).

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Impactos nos cofres municipais e serviços públicos

Para o consumidor final, a alta na demanda reflete a busca contínua por hidratação adequada e o fluxo permanente de clientes na rede hoteleira estadual. Para os cofres públicos locais, os números do setor se convertem em repasses financeiros diretos.

A atividade extrativista rendeu R$ 3,5 milhões em Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), um imposto que destina 60% de seu valor bruto para as prefeituras de origem. As administrações municipais absorvem esse dinheiro da atividade corporativa para bancar postos de saúde, infraestrutura viária e escolas públicas.

Geografia local e alta concentração de mercado

O território estadual abriga aquíferos de ampla extensão, como o Karst na Região Metropolitana de Curitiba e o Aquífero Guarani na faixa oeste. Estes reservatórios subterrâneos garantem o perfil físico-químico da água extraída e sustentam o modelo de negócio das engarrafadoras paranaenses. A Agência Nacional de Mineração (ANM) administra atualmente 44 títulos de exploração ativos dentro das fronteiras do estado.

O mercado opera com o trabalho de 37 empresas ativas, distribuídas por 31 municípios produtores. O recolhimento de tributos governamentais obedece a uma lógica matemática de concentração geográfica. Apenas os polos industriais de Quitandinha, Toledo e Foz do Iguaçu respondem, juntos, por 48,7% de toda a parcela financeira arrecadada pela extração da água mineral.

Barreiras contra o esgotamento dos mananciais

A escalada na comercialização do recurso hídrico impõe um cronograma fiscalizatório pesado sobre as fontes de água natural. O IAT opera as frentes de monitoramento de campo, limitando o volume máximo de captação de cada bomba instalada para bloquear a exploração predatória dos mananciais.

A regulação técnica inclui testes bacteriológicos de rotina na água subterrânea e extingue disputas legais por direito de uso em regiões com alta densidade de produção agrícola.

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Extração de água mineral cresce 13,8% e impulsiona cofres municipais
(Foto: Fomento Paraná)

Com informações de Agência de Notícias do Instituto Água e Terra 


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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