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Força-tarefa retira 13,6 toneladas de lixo do lago do Baixo Iguaçu no Oeste do Estado

Força-tarefa retira 13,6 toneladas de lixo do lago do Baixo Iguaçu no Oeste do Estado

(Foto: Divulgação IAT)

Força-tarefa retira 13,6 toneladas de lixo do lago do Baixo Iguaçu no Oeste do Estado


Ação conjunta entre o IAT e pescadores mobilizou mais de 200 voluntários com barcos em Capitão Leônidas Marques. Resíduos recolhidos foram destinados a cooperativas de reciclagem da região.

O que não pertence à natureza, volta para a reciclagem. Uma grande força-tarefa ambiental realizada no último sábado (11) mudou o cenário do lago do Baixo Iguaçu, no município de Capitão Leônidas Marques, região Oeste do Paraná. O mutirão retirou impressionantes 13,6 toneladas de resíduos sólidos descartados irregularmente nas margens e nas águas do reservatório.

A iniciativa, cujos resultados foram divulgados nesta segunda-feira (13) pelo Instituto Água e Terra (IAT), foi realizada em parceria com a Associação dos Pescadores do Iguaçu — entidade que reúne moradores e trabalhadores de Capanema, Realeza e Capitão Leônidas Marques.

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No total, mais de 200 pescadores voluntários se dividiram em 14 equipes, utilizando barcos coletores para alcançar áreas de difícil acesso e retirar toneladas de plásticos, garrafas, pneus e latas.

“Gincana” ambiental e destino correto

Para incentivar o engajamento na limpeza, a ação adotou um formato de competição saudável. Os grupos que mais coletaram resíduos receberam prêmios em dinheiro nos valores de R$ 600, R$ 500 e R$ 300, financiados pelo próprio caixa da associação de pescadores.

Após a pesagem, todo o material recolhido foi encaminhado para uma cooperativa local de reciclagem, garantindo a separação e a destinação ecologicamente correta do lixo.

A chefe do escritório regional do IAT em Cascavel, Marlise Cruz, destacou a importância da ação preventiva antes do período de chuvas mais intensas.

“Com o acúmulo de lixo nas margens, quando ocorre a cheia, a água leva esses resíduos para dentro do lago, causando a poluição direta. Além disso, o efeito colateral para a comunidade é imediato: a poluição diminui a quantidade de peixes e atrapalha a pesca local. Por isso incentivamos esse mutirão, para fortalecer, engajar e conscientizar a população sobre o descarte correto”, explica Marlise.

Crime ambiental: fiscalização e denúncias

O mutirão também serviu como um alerta. No Paraná, o descarte irregular de lixo em rios, lagos e represas é estritamente proibido e configura crime ambiental, causando danos severos à biodiversidade e comprometendo a qualidade da água que abastece as cidades.

A fiscalização dessas áreas é conduzida continuamente pelas equipes do IAT e pelo Batalhão de Polícia Ambiental. Os infratores flagrados estão sujeitos a multas pesadas e até mesmo a penas de detenção, conforme estabelece a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

Serviço: Como denunciar crimes ambientais

A população é a principal aliada na preservação dos rios e lagos do Estado. Caso flagre descartes irregulares de lixo, desmatamento ou pesca predatória, o cidadão pode realizar uma denúncia anônima através dos seguintes canais:

  • Disque Denúncia: Telefone 181 (ligação gratuita e anônima).
  • Ouvidoria do IAT: Através do site oficial do órgão ou presencialmente nos escritórios regionais.
  • Polícia Ambiental: Acionamento via 190 em casos de flagrante delito.
Força-tarefa retira 13,6 toneladas de lixo do lago do Baixo Iguaçu no Oeste do Estado
(Foto: Divulgação IAT)

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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