(Foto: Geraldo Bubniak)
Hub logístico e de turismo: Curitiba e Foz puxam alta e aeroportos paranaenses superam 2,6 milhões de viajantes
Com alta de 7% no fluxo de viajantes, avanço reflete investimentos milionários na modernização dos terminais, atração de rotas internacionais inéditas e o forte vigor comercial e do agronegócio no Interior.
O retorno financeiro das concessões e das obras milionárias na infraestrutura aeroportuária do Paraná já aparece de forma expressiva nos balanços do primeiro trimestre de 2026. Entre janeiro e março, a movimentação nos cinco principais aeroportos do Estado rompeu a barreira dos 2,6 milhões de passageiros — um crescimento de 7% frente aos 2,4 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
Mais do que viagens de lazer, o volume recorde mapeado pelo Viaje Paraná (órgão vinculado à Secretaria do Turismo) atesta a vitalidade corporativa do Estado. Com pistas ampliadas e novos voos programados, os terminais Afonso Pena (Região Metropolitana de Curitiba), Foz do Iguaçu, Maringá, Cascavel e Londrina consolidam-se como engrenagens logísticas fundamentais para o fechamento de negócios e a atração de divisas para a quarta maior economia do País.
Rota direta para a Europa e o peso do Afonso Pena
Responsável por mais da metade do fluxo aéreo estadual, o Aeroporto Internacional Afonso Pena manteve seu ritmo de expansão, superando a marca de 1,4 milhão de passageiros nos três primeiros meses do ano (crescimento de 5% em relação ao 1º trimestre de 2025). Desde 2022, a alta acumulada na movimentação do terminal já passa dos 50%.
Segundo o gerente do aeroporto, Eden Pisani Júnior, a consolidação de Curitiba como um hub nacional reflete o aquecimento do mercado. “Há um movimento consistente de demanda, tanto corporativa quanto de lazer, que tem sustentado esses resultados aos longos dos últimos ciclos”, explica.
Para a economia estadual, a grande aposta de injeção de capital estrangeiro ocorrerá a partir de julho, quando o aeroporto inaugura a rota Curitiba-Lisboa. Operada pela TAP Air Portugal (com três frequências semanais), será a primeira linha intercontinental conectando diretamente o Paraná à Europa.
“Mais de 395 mil turistas estrangeiros visitaram o Estado no primeiro trimestre. Com a chegada desse voo sem escalas, a tendência é que mais estrangeiros visitem nossos destinos e impactem positivamente toda a cadeia econômica que o turismo representa, gerando receita para o comércio e hotelaria”, avalia Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná.
Foz do Iguaçu colhe frutos de investimento milionário
Na Tríplice Fronteira, o motor do crescimento econômico tem nome: infraestrutura. O Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu registrou uma marca histórica para o período com 695 mil passageiros. O saldo é 20% maior que o de 2025 e supera em 5% o recorde absoluto anterior (de 2019, na pré-pandemia).
Esse salto operacional atesta a viabilidade das obras que injetaram mais de R$ 340 milhões no terminal recentemente. O grande diferencial competitivo para atrair as companhias aéreas foi a ampliação da pista, viabilizada por um convênio entre o Governo do Estado e a Itaipu Binacional.
“A homologação da extensão da pista, entregue em outubro do ano passado, permitiu que as empresas operem com maior capacidade técnica. Contamos hoje com a segunda maior pista do Sul do Brasil, com 2.705 metros, o que garante voos com aviões mais pesados, mais passageiros e maior volume de carga”, detalha Vinícius Bueno, gerente do terminal.
Agronegócio sustenta recordes na aviação regional
A interiorização dos investimentos, fortemente atrelada à força do agronegócio e das indústrias locais, também manteve a rentabilidade dos aeroportos regionais em alta, impulsionada pelo trânsito frequente de empresários e executivos:
- Maringá (Noroeste): Bateu seu recorde histórico no primeiro trimestre com 206,9 mil passageiros, uma alta robusta de quase 9% sobre a máxima anterior (189,9 mil viajantes), alcançada em 2025.
- Cascavel (Oeste): Principal polo logístico do agronegócio paranaense, o terminal viu seu fluxo saltar 8%, movimentando 118,8 mil pessoas na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior.
- Londrina (Norte): Consolidado como rota estratégica de negócios no eixo Sul-Sudeste, o terminal registrou o tráfego de 159,9 mil passageiros entre embarques e desembarques.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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