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O faro exclusivo da Polícia Científica: pastor-belga paranaense é um dos únicos do Brasil a detectar sangue

O faro exclusivo da Polícia Científica: pastor-belga paranaense é um dos únicos do Brasil a detectar sangue

(Foto: Divulgação PCIPR)

O faro exclusivo da Polícia Científica: pastor-belga paranaense é um dos únicos do Brasil a detectar sangue


O pastor-belga Raman é o segundo cachorro do Brasil treinado exclusivamente para ajudar a Polícia Científica a localizar manchas invisíveis a olho nu em cenas de crime.

O trabalho de investigação criminal ganhou um aliado surpreendente e altamente eficiente no Paraná. Treinado para detectar quantidades mínimas de sangue, o pastor-belga Raman se tornou uma peça fundamental nas cenas de crime.

Ele é apenas o segundo cachorro em todo o Brasil a ser preparado para esse tipo de atuação pericial. Seu histórico impressiona: até o momento, Raman participou de buscas em 11 locais de crime e contribuiu de forma positiva e precisa em todos eles.

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Como funciona a busca por vestígios na cena do crime

Na prática, o trabalho do Raman funciona como uma espécie de “bússola” para os peritos humanos. Ele é acionado pela Polícia Civil ou pelos próprios peritos criminais quando o cenário é muito complexo ou extenso para uma análise apenas visual.

A dinâmica de trabalho no local do crime segue passos bem definidos para garantir a validade das provas:

  • O cão faz a varredura do ambiente usando o faro.
  • Ao identificar o cheiro de sangue, Raman “marca” o ponto exato para a equipe.
  • O perito humano assume o local marcado e aplica reagentes químicos.
  • Se a mancha estiver em um objeto, como uma arma ou peça de roupa, ele é recolhido e enviado para o laboratório de genética para a confirmação do DNA.

A diferença entre o faro animal e o olho humano

A principal vantagem de usar um animal treinado está na capacidade de cobrir grandes áreas rapidamente e encontrar pistas que criminosos tentaram apagar, lavar ou esconder.

A perita oficial da Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e uma das responsáveis pelo treinamento do cão, Viviane Zibe, explica o impacto dessa habilidade nas investigações.

A diferença do trabalho do cão para as outras tecnologias é essa: o ambiente pode ser grande e a varredura dele é muito eficiente. Às vezes o local é muito grande, a mancha é muito pequena ou está escondida, ou já tentaram limpar, então fica difícil para o perito encontrar visualmente.”

Histórico impecável de acertos em casas e veículos

Os resultados práticos do faro de Raman reforçam por que ele é tão requisitado. Em suas missões de busca, o animal apresentou um índice de acerto total, não gerando “falsos positivos” que pudessem atrapalhar a polícia.

  • Em veículos: Raman vistoriou quatro carros suspeitos. Ele indicou corretamente a presença de sangue em um deles (o que foi confirmado em laboratório depois) e não deu sinal nos outros três, onde realmente não havia vestígios.
  • Em residências: O cão atuou em cinco casas diferentes. Marcou positivo em quatro delas (todas com confirmação posterior) e não indicou nada na quinta casa, que também estava limpa.

O faro que resolveu um mistério na mata densa

Um dos casos mais emblemáticos acompanhados pelo cão perito ocorreu em uma grande área de mata. A vegetação densa tornava o trabalho de busca visual dos agentes praticamente impossível. Numa situação como essa, o olfato canino mudou o rumo da investigação.

Era um lugar muito grande, cheio de árvores, e seria muito difícil o perito encontrar visualmente. O Raman marcou o sangue no sofá que estava fora da casa, pegou o rastro do odor e, num local bem distante, encontrou as roupas da vítima”, detalha a perita Viviane Zibe.

O treinamento rigoroso por trás do sucesso

A precisão e a obediência de Raman não surgiram do dia para a noite. O desempenho impecável é fruto de um treinamento longo e contínuo que começou em 2023, logo que ele chegou à Polícia Científica.

O processo de formação do “cão perito” foi dividido em etapas estratégicas:

  1. Obediência e adaptação: Treinos básicos para garantir o controle total do animal no meio de uma cena de crime real.
  2. Exposição ao odor: O cachorro passou meses sendo apresentado exclusivamente ao cheiro de sangue.
  3. Estímulos controlados: Raman aprendeu a focar no alvo certo, ignorando distrações e outros cheiros fortes do ambiente.
  4. Buscas reais: Treinamentos práticos em ambientes variados com vestígios propositalmente ocultos para simular as dificuldades da rua.

Hoje, o treinamento segue sendo aprimorado constantemente, garantindo que Raman esteja sempre preparado para lidar com a complexidade das investigações criminais paranaenses.

O faro exclusivo da Polícia Científica: pastor-belga paranaense é um dos únicos do Brasil a detectar sangue
(Foto: Divulgação PCIPR)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Científica do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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