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Guerra ao tráfico em Curitiba: 120 policiais ocupam o Parolin e fazem prisões

Operação da Polícia Civil prende cinco pessoas no bairro Padre Ulrico, em Francisco Beltrão

(Foto: Divulgação PCPR)

Guerra ao tráfico em Curitiba: 120 policiais ocupam o Parolin e fazem prisões


Ação com mais de 120 policiais busca desarticular facções, sufocar o braço financeiro do crime e devolver a tranquilidade aos moradores de Curitiba e região metropolitana.

Para milhares de moradores do bairro Parolin, localizado na região central de Curitiba, a manhã desta sexta-feira (14) começou com uma movimentação diferente, mas aguardada: a presença ostensiva das forças de segurança para frear a violência armada. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou uma megaoperação nas primeiras horas do dia com o objetivo principal de desarticular grupos criminosos que travam uma guerra particular pelo controle da venda de entorpecentes na comunidade.

A retomada do território é o primeiro passo para restabelecer a rotina segura de trabalhadores, estudantes e comerciantes da área, que frequentemente ficam no meio do fogo cruzado e sofrem com toques de recolher impostos por criminosos.

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O cenário de tensão territorial na capital paranaense

Historicamente, o Parolin ocupa uma posição geográfica estratégica, cercado por bairros de alto padrão e importantes vias de acesso ao centro da capital. Essa proximidade torna a região um ponto cobiçado para as facções, gerando confrontos violentos e disputas por vielas e pontos de venda.

Para Curitiba e o Estado do Paraná, o desmantelamento dessas quadrilhas representa uma redução direta nos índices de homicídios e de crimes patrimoniais, como furtos e roubos. A insegurança gerada por essas disputas afeta o bem-estar social, inibe investimentos locais e sobrecarrega o sistema de saúde e segurança pública, tornando a intervenção estatal uma necessidade urgente para o equilíbrio urbano.

Táticas e estrutura de cerco aos suspeitos

Devido à geografia complexa do bairro, com vielas estreitas e áreas de difícil acesso, a Polícia Civil precisou montar uma estrutura robusta de inteligência e incursão. A ofensiva contou com:

  • Emprego de mais de 120 policiais civis atuando de forma simultânea.
  • Cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão.
  • Alvos localizados tanto na capital quanto na cidade de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
  • Utilização de cães farejadores (K9) treinados para localizar entorpecentes escondidos.
  • Monitoramento aéreo com drones e aeronaves para evitar fugas pelo perímetro.

O trabalho é muito complexo e exaustivo por exigir incursões diárias com drones e aeronaves para entender o funcionamento do local.” — Delegacia de repressão da PCPR envolvida na investigação.

Balanço de prisões e bloqueio de capital criminoso

As equipes que estão nas ruas têm como ordem não apenas encontrar drogas, mas localizar evidências que liguem os investigados à cúpula das organizações. Durante as primeiras diligências, o saldo operacional registrou três pessoas presas em flagrante.

Além das detenções, as autoridades conseguiram apreender porções de drogas prontas para a comercialização e cerca de R$ 10 mil em espécie. A presença de grande volume de dinheiro vivo nos pontos de venda é um indicador claro do giro rápido do comércio ilegal, evidenciando a necessidade de asfixiar o capital dessas facções para que não consigam comprar armas e recrutar novos membros.

O cerco contra a lavagem de dinheiro das facções

Atualmente, a legislação brasileira foca não apenas na prisão do traficante que atua na ponta, mas em destruir a engenharia financeira do crime. A investigação atual da PCPR tem como um de seus pilares justamente os crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O objetivo é avançar no mapeamento de como o lucro das biqueiras do Parolin está sendo “esquentado” através de laranjas e negócios de fachada em outras regiões, como Almirante Tamandaré. Cortar o fluxo financeiro é a tendência mais moderna e eficaz no combate às organizações, impedindo que o grupo se reestruture rapidamente.

A sombra do crime operando de Tijucas do Sul

Um dos fatores de maior relevância nesta operação é o histórico recente da cúpula do grupo investigado. As ordens judiciais expedidas nesta sexta-feira são fruto de um trabalho de inteligência que ganhou força em abril de 2026. Naquela ocasião, a PCPR conseguiu prender um homem de 32 anos, apontado como uma das principais lideranças do tráfico do Parolin.

A captura ocorreu em uma área rural de Tijucas do Sul, também na Grande Curitiba. O que chamou a atenção dos investigadores, contudo, é que, mesmo escondido longe da capital, o indivíduo mantinha o comando remoto e continuava exercendo forte influência sobre a atividade criminosa no bairro curitibano.

Próximos passos e a investigação contínua na capital

O material recolhido nas residências dos suspeitos — incluindo os aparelhos celulares apreendidos — será agora encaminhado para a Polícia Científica. A perícia técnica buscará extrair dados, mensagens e planilhas que revelem toda a cadeia de comando, os fornecedores de armas e os elos entre traficantes locais e criminosos de outros estados. As autoridades estaduais seguem com as frentes de investigação abertas para garantir que o território não seja ocupado por quadrilhas rivais após o vácuo de poder deixado pelas prisões de hoje.

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O que você precisa saber em resumo

  • Foco no Parolin: A Polícia Civil cumpriu 24 mandados de busca em Curitiba e Almirante Tamandaré para desarticular grupos que disputavam o tráfico no bairro curitibano.
  • Apreensões e prisões: A megaoperação, com mais de 120 agentes e apoio de drones, resultou na prisão de três suspeitos, além da apreensão de drogas e R$ 10 mil em espécie.
  • Alvo financeiro e comando remoto: A ação visa também combater a lavagem de dinheiro do grupo, que continuava sendo comandado por um líder preso meses antes na zona rural de Tijucas do Sul.
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(Foto: Divulgação PCPR)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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