(Foto: Divulgação PF)
Operação da Polícia Federal mira caça ilegal no Parque Nacional do Iguaçu
Ação desarticula suspeitos de incursões armadas mensais na reserva, com apreensão de carnes e apetrechos em Foz do Iguaçu.
A fauna do Parque Nacional do Iguaçu sofre ataques contínuos de caçadores que circulam armados por uma das principais reservas ambientais do mundo. Para frear essa degradação e garantir a segurança do bioma, a Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (1º) a Operação Pyhare. A ofensiva busca desarticular um grupo criminoso que abatia animais silvestres rotineiramente na região de Foz do Iguaçu.
Estrutura de emboscada na mata
Com o suporte operacional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão. As equipes policiais recolheram celulares, documentos pessoais e trajes camuflados apropriados para infiltração na floresta. Os investigadores também encontraram materiais específicos para a montagem de jiraus, que consistem em plataformas elevadas amarradas nas árvores para que os atiradores aguardem as presas durante a noite.
Perícia genética e provas materiais
Além dos equipamentos táticos e armadilhas, a operação confiscou uma quantidade expressiva de carne congelada nas residências dos investigados. Todo o material biológico seguirá para análise laboratorial imediata. A perícia genética determinará exatamente as espécies abatidas, permitindo o indiciamento por crimes ambientais específicos, especialmente se as vítimas integrarem a lista de animais em risco de extinção típica do Paraná.
A identificação técnica dessas espécies fornece a materialidade necessária para dimensionar o dano ecológico causado pelas entradas clandestinas. A caça predatória compromete a cadeia alimentar local e afeta diretamente a sobrevivência de predadores de topo e grandes herbívoros.
Origens da investigação na Linha Santo Alberto
O cerco contra o esquema ganhou força em julho de 2026, quando as autoridades prenderam dois homens em flagrante delito. A abordagem inicial ocorreu na região da Linha Santo Alberto, área interna da unidade de conservação, por meio de um patrulhamento integrado entre o ICMBio e a Polícia Militar Ambiental. Naquele momento, as patrulhas confiscaram dois rifles calibre .22, exatamente 62 munições intactas e diversos equipamentos de visão noturna.
O cruzamento de dados gerado a partir dessas prisões demonstrou a profissionalização e a constância da prática ilícita. Os inquéritos confirmam que o bando organizava incursões armadas na reserva com frequência no mínimo mensal desde o começo de 2026. A extração de dados dos celulares recém-apreendidos guiará os próximos passos das equipes para rastrear os compradores da carne silvestre e outros possíveis participantes da rede clandestina.
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Com informações de Agência de Notícias da Polícia Federal
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