(Foto: Divulgação)
TCE-PR rastreia R$ 1,17 bilhão em obras municipais no Paraná
Fiscalização presencial cobra prazos e qualidade em 56 canteiros de 35 cidades paranaenses até o fim de 2026
A entrega no prazo de um novo terminal de ônibus ou a abertura de uma maternidade afeta diretamente a rotina de milhares de cidadãos. Para garantir que os projetos saiam do papel sem desvios, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) colocou suas equipes na rua. O órgão rastreia atualmente R$ 1,17 bilhão aplicados em infraestrutura, saúde e educação. Os auditores cruzam os dados dos contratos com a realidade dos canteiros de obras para barrar desperdícios.
Dinheiro público sob pressão nos municípios
A operação prevê vistorias presenciais em 56 obras públicas espalhadas por 35 cidades do Paraná até o final de dezembro. A Coordenadoria de Obras Públicas do tribunal avalia riscos práticos que prejudicam a população, como falhas no cronograma, custos inflados e baixa qualidade dos materiais utilizados. O cruzamento de dados documentais com a inspeção física direta permite antecipar problemas sistêmicos e cobrar soluções imediatas dos gestores municipais.
Nesta semana, as equipes técnicas percorrem nove frentes de trabalho simultâneas. O roteiro imediato abrange intervenções nos municípios de Porto Rico, Rio Bom, Sabáudia, Telêmaco Borba, Umuarama e Ortigueira. A varredura integra o Plano de Fiscalização para o biênio 2026-2027, alcançando inclusive os projetos cofinanciados por instituições financeiras internacionais.
Bilhões na capital e região metropolitana
O volume de recursos ganha proporções gigantescas quando o foco se volta para Curitiba e cidades vizinhas. Apenas na capital, as inspeções monitoram mais de R$ 330 milhões aplicados em mobilidade urbana e habitação de interesse social. O novo Terminal do Capão Raso, que consome um orçamento de R$ 46,4 milhões, figura entre os alvos de avaliação técnica quanto ao cumprimento estrutural.
As cidades da Região Metropolitana concentram alguns dos contratos mais pesados na área da saúde pública. Os técnicos do TCE-PR avaliam o avanço do Hospital e Maternidade Municipal de São José dos Pinhais, obra orçada em R$ 155 milhões. Outra estrutura na mira rigorosa dos fiscais é o Ambulatório Médico de Especialidades do Paraná, localizado em Almirante Tamandaré, com custo estipulado em R$ 30,6 milhões.
Foco em escolas e hospitais no interior
Além dos complexos metropolitanos, a força-tarefa mapeia o andamento de serviços essenciais no interior do estado. A lista do tribunal divide as 56 obras por prioridades estruturais locais. As construções focadas no setor de educação lideram o roteiro com 18 registros ativos. Logo atrás, a infraestrutura urbana soma 17 projetos, seguida por 7 unidades de saúde de diferentes portes.
As seis viagens regionais programadas cobrem desde os Campos Gerais até o Oeste e o Norte Pioneiro. Em Ponta Grossa, a fiscalização recai sobre a pavimentação e as melhorias do aeroporto regional, um investimento de R$ 32,1 milhões.
Já no Sudoeste, a população de Santo Antônio do Sudoeste aguarda a conclusão de uma nova unidade hospitalar que exige R$ 28,6 milhões dos cofres públicos. A fiscalização in loco busca atestar que cada centavo gere o retorno prometido para a comunidade local.
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Com informações de Agência de Notícias do TCE-PR
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