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Paraná realiza 1,4 milhão de mamografias e amplia rastreio do câncer

Paraná realiza 1,4 milhão de mamografias e amplia rastreio do câncer

(Foto:Geraldo Bubniak)

Paraná realiza 1,4 milhão de mamografias e amplia rastreio do câncer


Estratégia estadual prioriza diagnóstico precoce com mutirões e investimentos de R$ 69 milhões na rede oncológica do SUS

O Paraná alcançou a marca de 1,4 milhão de mamografias realizadas desde 2022 por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O volume de exames reflete a estruturação da rede de rastreamento e diagnóstico do câncer de mama em todas as regiões do estado.

A divulgação dos números ocorre no Dia Internacional de Combate ao Câncer de Mama, 19 de outubro, como forma de incentivar a adesão feminina aos testes preventivos custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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Na prática, a rede de atendimentos garante agilidade e gratuidade para o público-alvo prioritário das campanhas de saúde. Mulheres paranaenses com idades entre 50 e 74 anos têm a recomendação de realizar a mamografia a cada dois anos, iniciando a triagem diretamente na Unidade Básica de Saúde da sua cidade.

Faixas etárias diferentes, como mulheres de 40 a 49 anos, também podem solicitar o exame na mesma unidade, mediante avaliação médica sobre o histórico familiar e os possíveis riscos atrelados à idade.

Unidade móvel acelera diagnósticos no interior

Para cobrir vazios assistenciais em municípios menores, o Governo do Paraná mantém em circulação a Carreta Saúde da Mulher. O veículo adaptado viaja pelo interior e já registrou 35,7 mil procedimentos apenas nos primeiros dez meses deste ano. A estrutura itinerante beneficia diretamente mais de 10,6 mil mulheres que agora recebem atendimento ágil sem precisar viajar para os grandes centros urbanos.

O secretário de Saúde, César Neves, avalia que a disponibilidade estrutural muda a forma como o estado enfrenta a doença. Ele defende que o acesso rápido aos equipamentos de imagem reduz a incidência de quadros irreversíveis.

“O câncer de mama pode ser difícil de ser evitado, mas atualmente existe uma gama de possibilidades de tratar com efetividade. Se os exames forem feitos, tenho certeza que vamos conseguir reduzir os casos graves da doença.”

R$ 69 milhões para fortalecimento da rede oncológica

Apenas rastrear a doença exige uma retaguarda médica capaz de absorver a demanda imediata por tratamentos cirúrgicos e quimioterápicos. Nos últimos dois anos, o estado injetou cerca de R$ 69 milhões em equipamentos e infraestrutura hospitalar focada estritamente na rede oncológica.

Os recursos viabilizaram o Plano de Expansão da Radioterapia, que ampliou a capacidade do Hospital do Câncer de Londrina e da Associação Beneficente Menino Deus, localizada em Francisco Beltrão.

Outra macrorregião beneficiada foi o Noroeste, onde o Hospital do Câncer de Umuarama recebeu aportes diretos por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica. A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, ressalta que o compromisso da pasta engloba o ciclo completo de assistência à paciente.

“Nosso trabalho também é evitar que mulheres percam a vida para o câncer de mama, garantindo acesso aos exames, diagnóstico e tratamento no momento certo, independentemente de onde vivem no Paraná.”

Reconstrução mamária e controle de fatores de risco

O acolhimento oncológico passa obrigatoriamente pela fase de recuperação física após as cirurgias de remoção dos tumores. O Paraná possui 16 hospitais públicos e credenciados pelo SUS capacitados para realizar reconstruções mamárias e mamoplastias oncoplásticas.

As unidades ficam espalhadas pelas macrorregiões paranaenses para evitar longos deslocamentos rodoviários durante a cicatrização das pacientes.

A prevenção primária continua exercendo peso nos índices oncológicos locais e reduz a pressão sobre o sistema público. O Instituto Nacional de Câncer indica que a taxa de incidência em solo paranaense varia entre 42,5 e 50,3 casos para cada 100 mil habitantes.

A exposição prolongada a hormônios, como a primeira menstruação precoce ou reposição hormonal na menopausa, eleva as chances de desenvolvimento da doença. No entanto, alterações de hábitos diários, como praticar atividades físicas regulares e evitar o tabagismo, previnem o surgimento de até 30% dos tumores.

O acompanhamento médico periódico não elimina a necessidade de observação em casa. Especialistas orientam a busca por sinais sutis, como caroços endurecidos, saída espontânea de líquido pelo mamilo, retrações na pele com aspecto de casca de laranja ou inchaços atípicos nas axilas.

A presença de qualquer um destes fatores exige o agendamento imediato de uma consulta clínica, acelerando a investigação especializada.

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Paraná realiza 1,4 milhão de mamografias e amplia rastreio do câncer
(Foto:Geraldo Bubniak)

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Saúde do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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