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PCPR caça no Ceará golpistas que roubaram R$ 2 milhões de idoso paranaense

Polícia do Paraná caça no Ceará golpistas que roubaram R$ 2 milhões de idoso paranaense

(Foto: Divulgação PCPR)

PCPR caça no Ceará golpistas que roubaram R$ 2 milhões de idoso paranaense


PCPR cumpre 32 mandados no Ceará contra quadrilha do falso advogado

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpre nesta quinta-feira (8) 32 mandados judiciais no estado do Ceará para desarticular uma quadrilha especializada no golpe do falso advogado.

A ação mira 15 suspeitos de integrar a rede criminosa que extorquiu cerca de R$ 2 milhões de uma única vítima idosa residente no Paraná. Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão estão sendo executados simultaneamente nas cidades cearenses de Fortaleza, Maracanaú e Eusébio.

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A Justiça determinou o bloqueio imediato de até R$ 2.098.322,06 em contas bancárias e aplicações financeiras da quadrilha. Este caso funciona como um alerta prático para os paranaenses com processos judiciais em andamento: estelionatários entram em contato cobrando o pagamento de guias ou taxas emergenciais, sob a promessa falsa de liberar precatórios ou dinheiro de causas já ganhas.

A engenharia social por trás da extorsão

Para enganar o idoso paranaense, os suspeitos forjaram identidades e se passaram tanto pelo advogado real da vítima quanto por representantes de instituições financeiras e públicas. A tática criminosa explora a autoridade do profissional do direito para induzir a vítima a fazer os pagamentos sem levantar questionamentos.

“O golpe utilizou uma das principais ferramentas dos crimes digitais atuais: a engenharia social. Os autores entraram em contato com a vítima utilizando informações e identidades que transmitam aparência de legitimidade, criando um ambiente de confiança para que ela acreditasse tratar com pessoas legítimas” – Emmanoel David, delegado da PCPR.

Pulverização financeira e lavagem de dinheiro

Após garantir que a vítima fizesse as primeiras transferências, o grupo ativava uma técnica de lavagem conhecida como pulverização financeira. O dinheiro recebido era imediatamente fracionado e espalhado por dezenas de outras contas para tentar apagar o rastro do roubo e evitar bloqueios rápidos.

O trabalho de inteligência rastreou a existência de 11 beneficiários primários, responsáveis por receber os depósitos diretamente do idoso do Paraná. Na sequência, esses valores eram repassados para contas de quatro beneficiários secundários.

A velocidade da fraude nas contas correntes

A análise dos sigilos bancários expõe o ritmo em que as fraudes digitais operam. O esvaziamento das contas originais ocorria muitas vezes nas mesmas horas em que o depósito inicial compensava no sistema.

Em um dos episódios reconstruídos pela investigação, a vítima enviou R$ 30,6 mil para a conta de um dos alvos no Ceará. Todo o montante foi transferido integralmente para um comparsa no mesmo dia, deixando a conta receptora com o saldo irrisório de apenas R$ 0,01.

Próximos passos e repatriação de valores

As equipes continuam nas ruas para localizar os alvos das 15 ordens de prisão temporária. A meta central da operação agora é individualizar a função de cada suspeito na estrutura criminosa e localizar bens para devolver à vítima.

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Polícia do Paraná caça no Ceará golpistas que roubaram R$ 2 milhões de idoso paranaense
(Foto: Divulgação PCPR)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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