(Foto: José Fernando Ogura)
Preço do café cai 19% nos supermercados do Paraná
Boletim do Deral aponta alta de 13% na receita com os embarques do grão e redução no pacote de 500g para os paranaenses
O Paraná fechou os primeiros nove meses de 2026 com crescimento nas exportações do complexo soja e uma boa notícia para o bolso do consumidor: a queda no preço do café nos supermercados. Os dados fazem parte do Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (22) pelo Deral, órgão vinculado à Seab, que monitora o desempenho agropecuário do Estado.
Para quem faz as compras do mês, o impacto chega direto na prateleira. O pacote de 500 gramas do café torrado e moído registrou média de R$ 23,90 em outubro. Esse valor representa uma queda expressiva de 19% na comparação com o mesmo mês do ano passado, devolvendo parte do poder de compra das famílias paranaenses.
Exportações de soja impulsionam a economia estadual
De janeiro a setembro, o Estado embarcou 12,79 milhões de toneladas do complexo soja, um aumento de 3% sobre o volume de 2025. A venda do grão, farelo e óleo gerou uma receita de US$ 5,76 bilhões para a economia local, valor 13% superior ao ciclo anterior. O alto volume reflete a forte estrutura logística do porto de Paranaguá para atender a demanda global.
A China manteve a posição de compradora majoritária, absorvendo 58% da safra estadual, seguida pelo Irã com 8%. No campo, o plantio da atual safra de verão precisou desacelerar nos últimos dias devido ao excesso de chuvas, alcançando 47% da área prevista até o momento.
Custo reduzido no campo garante repasse ao consumidor
A redução nos supermercados tem origem direta nas negociações rurais. A saca de café beneficiado foi vendida pelos produtores a R$ 1.380,51 na última semana, uma retração de 10% em relação a setembro. A alta produção nacional da atual safra garante abundância do produto no mercado e força os valores para baixo.
“A queda ajuda a indústria a formar estoques a custo menor e a ofertar preços mais acessíveis no varejo”, explica Hugo Wickler Godinho, coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral. O clima tem colaborado com os cafeicultores locais, e o fenômeno El Niño garante as chuvas regulares necessárias para consolidar as primeiras floradas da próxima safra.
Avicultura e força produtiva do interior
O levantamento também mapeou o setor de proteínas e a força econômica do interior. Os avicultores paranaenses venderam o frango vivo a R$ 4,75 o quilo em setembro. Apesar da leve alta mensal, o setor produtivo lida com o encarecimento da nutrição animal, pressionado pelos valores do milho e do farelo de soja no mercado interno.
No Sudoeste do Estado, a produção de hortaliças gerou R$ 309,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP). O cultivo aponta uma forte retomada na região e equilibra as contas de pequenos produtores, compensando a recente diminuição das áreas destinadas aos pomares de frutas.
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Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná
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