(Foto: Isabella Mayer)
Produtores de Agudos do Sul triplicam vendas com expansão do Sacolão da Família em Curitiba
Abertura de novos canais comerciais pela prefeitura converte produção rural em empregos e barateia a comida na capital paranaense
A expansão dos pontos do Sacolão da Família e a criação de feiras móveis pela Prefeitura de Curitiba elevaram a venda direta de alimentos cultivados na Região Metropolitana. Agricultores de cidades como Agudos do Sul registraram um salto na produção, alcançando a marca de uma tonelada mensal de embutidos após o acesso às prateleiras da capital.
A medida elimina atravessadores, integra pequenas agroindústrias à rede municipal de segurança alimentar e coloca produtos frescos à disposição de uma frota consumidora que ultrapassa 1,7 milhão de curitibanos.
Para o comprador final, a conexão direta com o campo reduz o preço na balança e assegura a procedência da comida. Alimentos orgânicos, hortaliças e produtos artesanais chegam aos equipamentos públicos custando R$ 3,99 o quilo.
A mudança atinge o orçamento das famílias que fazem compras nos Armazéns da Família e nas feiras de bairro, enquanto garante fluxo de caixa para as propriedades rurais que cercam a metrópole.
Agudos do Sul mantém uma economia baseada na agricultura e encontra em Curitiba o escoamento logístico para suas safras. Dados do censo agropecuário apontam que a agricultura familiar responde pela base de abastecimento de alimentos frescos no Paraná. Sem acesso aos grandes centros, pequenos produtores ficam sujeitos aos preços impostos por intermediários de transporte e atacado.
Agroindústrias locais expandem contratações
O reflexo financeiro da abertura de mercado altera a rotina e o quadro de funcionários das propriedades. Na Gostinho do Sítio, voltada à fabricação de linguiças e salames artesanais, a produção saltou de 350 quilos para mil quilos mensais. As proprietárias efetivaram três novos trabalhadores para suprir a demanda gerada pelos espaços recém-abertos de venda.
“O aumento das vendas fez a gente crescer junto. A produção aumentou e tivemos que contratar mais três pessoas para dar conta da demanda. Para nós, isso representa muito mais do que vender mais. É gerar trabalho e renda e ter a segurança de que existe mercado para continuar produzindo.” – Lorena Teixeira, presidente da Coafag
A Coafag (Cooperativa de Processamento Alimentar e Agricultura Familiar de Agudos do Sul e Região) articula o transporte da safra local para redes do varejo privado, abastecendo marcas como Angeloni e a rede Madero.
O certificado nacional do Selo Arte autoriza a venda interestadual dos embutidos. As regras atualizadas dos sacolões municipais facilitam o ingresso rotineiro desses itens artesanais nas prateleiras públicas.
Cadeia de alimentos orgânicos ganha força
A transição de carreiras impulsiona novos CNPJs no campo. Cássia Regina da Rosa Brandino dos Santos encerrou seu ciclo no setor público durante a pandemia e iniciou a produção de geleias e conservas na chácara Amigas do Campo.
Com o direcionamento técnico do IDR-Paraná, ela começou a expor produtos nas feiras públicas e formou parceria com Izabel Cardoso da Luz, agricultora de hortaliças orgânicas.
O modelo adotado foca no reaproveitamento de 100% dos recursos da terra. O núcleo familiar cultiva brócolis, couve, beterraba e cenoura, destinando as folhagens e os vegetais excedentes para a fabricação de compotas e molhos processados na estrutura caseira.
O trajeto do campo à vitrine de Curitiba
O volume de trabalho antes da exposição nos balcões envolve dezenas de profissionais operacionais. Na chácara Flor de Liz, 12 funcionários gerenciam o ciclo de cultivo orgânico em uma área de 15 alqueires. O procedimento engloba colheita manual, triagem de qualidade, processamento, empacotamento e carregamento dos caminhões até o destino final.
A Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional monitora a logística para encurtar a distância entre as lavouras e as sacolas de compras da população. A estratégia baseia-se na eliminação de percursos longos que encarecem o frete e reduzem o tempo de validade dos frescos.
Consumidores acessam a produção da Região Metropolitana nos seguintes canais curitibanos:
- Unidades fixas do Sacolão da Família;
- Sacolão da Família Móvel (quatro pontos de parada);
- Feiras públicas, como a Feira do Largo da Ordem e o Domingo no Centro;
- Armazéns da Família cadastrados nas regionais.
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Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba
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