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TSE suspende site que pagava criptomoedas por apoio a Flávio Bolsonaro

TSE suspende site que pagava criptomoedas por apoio a Flávio Bolsonaro

(Foto: Dado Ruvic)

TSE suspende site que pagava criptomoedas por apoio a Flávio Bolsonaro


Decisão da ministra Estela Aranha acata denúncia e aponta oferta de vantagem econômica irregular na internet

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta sexta-feira (9) a suspensão imediata de uma página na internet que distribuía criptomoedas para usuários que publicassem mensagens a favor do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).

A decisão, assinada pela ministra Estela Aranha, fundamenta-se na proibição de oferta de vantagem econômica em troca de propaganda política durante o período eleitoral.

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Denúncia e apuração do caso

A ação chegou à Corte após uma denúncia formalizada pela coligação do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A equipe jurídica da campanha acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral para relatar e pedir a investigação do esquema de distribuição de ativos virtuais, apontando violação direta das regras de paridade no processo democrático.

A dinâmica da plataforma ganhou visibilidade ao longo desta semana, a partir de uma reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. O site operava com um sistema de recompensas financeiras voltado para eleitores e perfis que gerassem engajamento positivo para o candidato nas redes sociais.

A legislação brasileira proíbe o pagamento a cidadãos para manifestação política na internet. O impulsionamento de conteúdo com recursos financeiros é restrito às ferramentas oficiais das próprias redes sociais e deve constar na prestação de contas dos partidos.

Defesa nega vínculo com a página

Com a repercussão da ordem de suspensão, a campanha de Flávio Bolsonaro posicionou-se oficialmente negando qualquer relação com os criadores da página. A equipe do candidato afirmou desconhecer a autoria da plataforma de recompensas.

Para afastar a ligação com o esquema, os advogados da chapa informaram que adotarão medidas judiciais nas esferas eleitoral, cível e criminal. O objetivo das ações é garantir que a página permaneça fora do ar e que os responsáveis pela criação do sistema de criptomoedas sejam identificados pela Justiça.

O candidato também divulgou nota rechaçando a contratação de perfis terceirizados ou serviços de distribuição em massa para a veiculação de seu conteúdo de campanha.

Rastreamento de ativos virtuais nas eleições

A utilização de criptomoedas em esquemas de engajamento introduz uma barreira técnica para a fiscalização financeira das campanhas políticas. Por operarem em redes descentralizadas, esses ativos virtuais dificultam a identificação rápida da origem dos fundos e de quem está financiando o pagamento aos eleitores, exigindo novos métodos de rastreamento por parte da Justiça Eleitoral.

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(Foto: Dado Ruvic)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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