(Foto: Jaelson Lucas)
Safra do Paraná: produção de soja e milho deve alcançar 39,1 milhões de toneladas
Levantamento do governo estadual confirma o bom momento no campo. O boletim também traz perspectivas positivas para o cultivo de kiwi e a exportação de frango, além de um alerta sobre os custos do leite.
A agricultura do Paraná continua mostrando sua força. A previsão oficial de safra, divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria da Agricultura e Abastecimento, aponta que o estado deve colher um grande volume de grãos neste ciclo.
Juntas, a safra de soja e a segunda safra de milho devem somar 39,1 milhões de toneladas, impulsionando a economia paranaense e garantindo o abastecimento nacional e internacional.
Soja e milho lideram a produção paranaense
A soja segue como o principal destaque das lavouras do estado. A colheita está na reta final e deve alcançar um total de 21,7 milhões de toneladas. A área dedicada ao plantio do grão chegou a 5,75 milhões de hectares.
O cenário também é muito favorável para o milho. Apesar do clima mais seco ter preocupado os produtores nas últimas semanas, a volta das chuvas recentes garantiu a expectativa de uma colheita robusta.
Confira os números do milho no estado:
- Primeira safra: Colheita já finalizada, com 3,9 milhões de toneladas.
- Segunda safra (safrinha): Previsão de 17,4 milhões de toneladas, com a maior área de plantio dos últimos anos (2,9 milhões de hectares).
O analista do Deral, Edmar Gervasio, explicou que esses volumes não devem sofrer grandes alterações daqui para frente:
“A primeira safra de milho e de soja está consolidada. Eventualmente, teremos pequenos ajustes de área e de produção, principalmente do milho, por causa das condições de clima, mas não haverá grandes mudanças desses números que já estão postos. No caso da soja, as 21,7 milhões de toneladas já representam uma pequena alta se a gente comparar ao ciclo anterior, mesmo com uma redução de área de plantio. Podemos considerar uma produção excelente.”
Colheita de batata e tomate avança no estado
O boletim também atualizou o andamento de outros alimentos importantes para a mesa dos paranaenses: a batata e o tomate.
Para a batata, a primeira safra já foi totalmente recolhida das roças. A segunda safra está com 97% da área plantada e 33% da produção colhida. Os trabalhos de retirada devem continuar pelos próximos dois meses.
No caso do tomate, os resultados são os seguintes:
- Primeira safra: 85% da colheita está finalizada.
- Segunda safra: Falta plantar cerca de 14% das áreas programadas, enquanto a colheita já alcançou 36% do total estimado.
O engenheiro agrônomo e analista do Deral, Paulo Andrade, avalia a situação das lavouras de tomate de forma positiva: “A qualidade dos tomates é em torno de 90% boa. E as áreas de plantio estão estáveis.”
Cultivo de kiwi ganha força e valorização
Fora das lavouras tradicionais, o estado tem visto o crescimento de uma cultura diferente: o kiwi. O plantio da fruta está ganhando importância nas regiões Sul e Centro-Sul do Paraná, com destaque especial para a cidade de Antônio Olinto.
A produção de kiwi já movimentou R$ 20,7 milhões na economia rural paranaense. Além disso, o mercado da fruta está bastante valorizado. Em 2025, o preço médio pago ao agricultor chegou a R$ 11,89 por quilo, o que representa um aumento de 50,5% em comparação à safra anterior.
O objetivo atual do Paraná é aumentar sua participação no mercado brasileiro, que hoje é abastecido principalmente por frutas importadas do Chile e da Grécia.
Paraná domina a exportação nacional de frango
No setor de carnes, o Paraná continua imbatível. O estado reafirmou sua liderança absoluta na avicultura e se consolidou como o maior exportador de carne de frango do Brasil.
Apenas no primeiro trimestre de 2026, as exportações registraram os seguintes crescimentos:
- Volume exportado: Alta de 7,7%.
- Faturamento: Alta de 5%, somando US$ 1,088 bilhão de dólares.
Hoje, o Paraná é responsável por 42,3% de toda a carne de frango enviada pelo Brasil ao exterior. O estado também lidera a produção nacional de ovos para incubação (geração de novos pintinhos), registrando 270,4 milhões de dúzias produzidas em 2025.
Desafios com os custos na pecuária leiteira
Por outro lado, o cenário exige cautela para quem trabalha com a produção de leite. O boletim apontou que a margem de lucro desses produtores diminuiu, devido ao aumento no custo da alimentação dos animais e ao crescimento da importação de lácteos.
Essa dificuldade pode ser medida pela “relação de troca”, ou seja, quanto de leite o produtor precisa vender para conseguir comprar a ração para as vacas. O custo ficou mais pesado: com o litro de leite vendido a R$ 2,81, o produtor passou a precisar de quase 28 litros de leite para conseguir comprar apenas uma saca de milho.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná
- Trump anuncia aumento de tarifas para 25% sobre carros da União Europeia - 1 de maio de 2026
- Trabalhadores vão às ruas no 1º de Maio pelo fim da escala 6×1 e contra o feminicídio - 1 de maio de 2026
- Aposta de Curitiba acerta as seis dezenas e leva R$ 127 milhões na Mega-Sena - 1 de maio de 2026





