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Senado aprova plano de fertilizantes: o que muda para o agronegócio no Paraná?

Senado aprova plano de fertilizantes: o que muda para o agronegócio no Paraná?

(Foto: Divulgação Petrobras)

Senado aprova plano de fertilizantes: o que muda para o agronegócio no Paraná?


Medida busca reduzir a forte dependência de importações, proteger agricultores de crises mundiais e baratear o custo dos alimentos

A comida que chega à mesa das famílias paranaenses poderá ficar mais barata a médio e longo prazo. Isso porque o Senado Federal aprovou um plano estratégico fundamental para incentivar a fabricação de fertilizantes no Brasil.

A decisão, que afeta diretamente a base estrutural do agronegócio, altera a forma como o país lida com os custos de produção nas lavouras e, por consequência, deve impactar positivamente o preço final dos alimentos nos supermercados, trazendo um respiro tanto para quem planta quanto para quem consome.

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Como a medida impacta o estado do Paraná e a economia local

O Paraná é um dos maiores produtores de grãos do país, mas essa força agrícola depende, de forma crítica, de insumos que vêm de fora. Atualmente, o Porto de Paranaguá é a principal porta de entrada de fertilizantes no Brasil, sendo responsável por receber mais de um quarto de todo o volume nacional importado que abastece as lavouras.

Com o avanço da nova lei no Senado, o estado pode se beneficiar de duas formas diretas. Primeiro, os produtores rurais e as grandes cooperativas paranaenses terão mais previsibilidade de preços para planejar suas safras de soja, milho e trigo, sem ficarem reféns das oscilações bruscas do dólar.

Segundo, abre-se a perspectiva de retomada, modernização e ampliação de polos industriais locais, como a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), localizada em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O fortalecimento dessa indústria local representa a geração imediata de novos postos de trabalho e mais injeção de renda na economia paranaense. Esse é um passo decisivo para blindar o estado contra crises externas que costumam encarecer o plantio e comprometer o lucro do agricultor.

O histórico da dependência brasileira e o risco global

Para entender a urgência e a importância da aprovação deste plano pelos senadores, é preciso analisar o atual cenário logístico do país. O Brasil é uma potência mundial na exportação de alimentos, mas carrega um ponto cego histórico: o país importa cerca de 85% de todos os fertilizantes que consome, comprando enormes volumes de nações como Rússia, China, Canadá e Marrocos.

Essa extrema vulnerabilidade ficou dolorosamente evidente em 2022, com o início do conflito no Leste Europeu. O risco real de desabastecimento global fez os preços dos adubos e fertilizantes dispararem no mercado internacional, elevando de forma drástica os custos da agricultura no Brasil.

Desde aquele choque de preços, a formulação de uma política robusta para garantir a fabricação interna do insumo deixou de ser apenas uma pauta econômica e tornou-se uma questão de segurança nacional e soberania alimentar.

Entenda os benefícios e o que muda com o plano aprovado

O plano validado pelo Senado tem como objetivo criar um ambiente de negócios favorável para que indústrias químicas se instalem ou ampliem suas plantas produtivas em território nacional, conseguindo competir de igual para igual com o produto importado. Para que essa autossuficiência comece a sair do papel, o projeto prevê uma série de ferramentas estruturais.

As principais frentes de incentivo incluem:

Regime tributário especial: Previsão de desoneração e redução de impostos para a compra de máquinas, equipamentos e materiais de construção usados na montagem das fábricas de adubos.

Linhas de crédito facilitado: Estímulo à criação de financiamentos com condições especiais para fomentar a pesquisa e o desenvolvimento de novas unidades de produção.

Foco na matriz energética: Incentivos para o barateamento e uso do gás natural nacional, que é a matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes nitrogenados, garantindo tarifas viáveis para que a indústria opere com lucro.

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O que você precisa saber em resumo

  • O Senado aprovou um plano de incentivo para que o Brasil volte a fabricar seus próprios fertilizantes, buscando diminuir a dependência de 85% das importações atuais.
  • A medida favorece a economia do Paraná ao dar segurança de custos aos agricultores e abrir espaço para o fortalecimento do setor industrial, como o polo petroquímico de Araucária.
  • Com o barateamento dos custos de produção agrícola a longo prazo, a expectativa é que o preço dos alimentos básicos também sofra redução nos supermercados.
Senado aprova plano de fertilizantes: o que muda para o agronegócio no Paraná?
(Foto: Wenderson Araujo)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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