(Foto: Ari Dias)
Setor avícola do Paraná abate 1,1 bilhão de frangos e amplia liderança no Brasil
Produção de carne cresce acima do número de aves abatidas no estado, indicando maior rendimento no campo
O Paraná abateu 1,1 bilhão de aves no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 4,9% em relação ao ano anterior, consolidando sua posição no topo do setor.
Os números divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Deral, vinculado à Seab, mostram que as granjas paranaenses respondem por 35% de todos os abates do país e 36% da carne de frango produzida nacionalmente. A safra de verão também registra ritmo acelerado, com o plantio da soja alcançando 36% da área projetada.
Esse volume histórico reflete diretamente na economia dos municípios do interior e na manutenção de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva, desde as propriedades rurais até os frigoríficos.
O avanço da produção de carne (8,4%) em um patamar superior ao número de aves abatidas comprova que o produtor obteve maior ganho de peso por animal. Na prática, o estado amplia a eficiência no campo e garante o abastecimento contínuo de proteína para o mercado interno e para as exportações.
Desempenho histórico da avicultura paranaense
O estado produziu 2,6 milhões de toneladas de carne de frango entre janeiro e junho deste ano. Apenas no mês de junho, o setor estadual alcançou o maior volume da série histórica, impulsionando o recorde aferido pelo IBGE em todo o território nacional. A distância para os concorrentes consolida o protagonismo local, já que Santa Catarina, o segundo colocado no ranking, detém apenas 13,1% do mercado de abates.
O ecossistema consolidado de cooperativismo e a malha logística que conecta o interior ao Porto de Paranaguá formam a base estrutural para o escoamento contínuo dessa produção massiva.
No segmento da suinocultura, a força econômica se repete e o estado mantém a vice-liderança brasileira. Foram 6,5 milhões de suínos abatidos no semestre, garantindo 21,3% de toda a produção nacional de carne suína.
Plantio da soja e do feijão favorecido pelas chuvas
O andamento da safra 2026/27 apresenta um cenário positivo impulsionado pelas condições climáticas recentes. O plantio do feijão da primeira safra já ultrapassou a metade da área projetada, atingindo a marca de 52%. Os agricultores encontram um mercado comercialmente aquecido, com os preços recebidos pelo feijão carioca subindo 12% no mês de setembro.
“Os dados apontam para um cenário de atividade aquecida no campo paranaense. A umidade do solo tem favorecido a germinação e o desenvolvimento inicial das plantas.” – Marcelo Garrido Moreira, diretor do Deral.
Pêssego movimenta a economia da Região Metropolitana
Além da força nas commodities tradicionais, a fruticultura garante uma fatia importante da renda regional. O cultivo de pêssego movimentou R$ 42 milhões em Valor Bruto da Produção, atingindo um volume de 7,1 mil toneladas colhidas. A atividade produtiva se concentra fortemente no entorno de Curitiba, com pomares estruturados principalmente em Campo Largo, Lapa e Araucária.
Esses municípios vizinhos à capital respondem por mais de 40% de toda a fruta produzida atualmente no estado. Com a colheita em ritmo constante, o pêssego paranaense já representa mais de um quarto do volume total comercializado nas unidades da Ceasa em todo o Paraná.
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Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná
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