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Alerta de Inverno: como diferenciar gripe, Covid e rinite nos dias mais gelados

Alerta de Inverno: como diferenciar gripe, Covid e rinite nos dias mais gelados

(Foto: SESA)

Alerta de Inverno: como diferenciar gripe, Covid e rinite nos dias mais gelados


Com a queda brusca nas temperaturas, entender a diferença entre um resfriado inofensivo e a Covid-19 evita complicações graves e a superlotação nas unidades de saúde do estado.

Você acorda, os termômetros marcam temperaturas de um dígito e, de repente, a garganta arranha. O nariz começa a escorrer e o corpo pesa. A dúvida imediata que surge na cabeça de milhares de paranaenses nesta época do ano é: posso ir trabalhar ou mandar as crianças para a escola, ou é hora de correr para o pronto-socorro?

Neste período de transição climática rigorosa, a identificação rápida dos seus sintomas dita não apenas o seu bem-estar diário, mas a segurança de quem convive com você. O frio extremo favorece a aglomeração em locais fechados, criando o cenário ideal para a explosão de vírus respiratórios. Saber ler os sinais do próprio corpo tornou-se a habilidade mais importante da estação.

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O que essa mudança de tempo significa para a saúde pública no estado

Historicamente, o outono e o inverno paranaenses são marcados por expressivas amplitudes térmicas — dias que começam com geadas, especialmente em Curitiba, Ponta Grossa e na região Sul, e esquentam no meio da tarde. Esse padrão climático clássico da nossa região, somado à baixa umidade, resseca as vias aéreas e cria fissuras microscópicas por onde os vírus invadem o organismo.

Para a infraestrutura do estado, essa época do ano tradicionalmente eleva os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), colocando intensa pressão nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais.

Para evitar que o sistema de saúde entre em lotação máxima e que o cidadão fique horas em uma sala de espera por uma condição que poderia ser tratada com repouso em casa, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) disparou um alerta focado em autoconhecimento.

Procurar atendimento presencial no momento errado pode expor uma pessoa com apenas um resfriado a infecções mais graves, enquanto ignorar um sintoma severo, como a falta de ar, pode ser perigoso.

Aprenda a diferenciar as doenças que circulam no frio

Nem todo espirro é sinal de alarme, e cada doença tem uma “assinatura” clínica própria no corpo. Aqui está o roteiro prático validado pelos especialistas da saúde para você identificar o que está enfrentando antes de sair de casa:

Resfriado (O incômodo leve): Causado geralmente pelo rinovírus, traz coriza, dor de garganta leve e espirros. A recuperação é rápida (dois a quatro dias). Febre é raríssima e você raramente precisa parar suas atividades.

Rinite alérgica (A resposta crônica): Não é um vírus, mas uma reação a alérgenos como pó e mofo — muito comuns ao tirarmos os casacos pesados do guarda-roupa. Não causa febre e não é transmissível. O paciente sofre com coceira na garganta e nariz, além de espirros em sequência.

Sinusite (A dor concentrada): É a inflamação dos seios da face. O principal indicativo é a dor forte no rosto, sensação de peso na cabeça e congestão nasal muito espessa. Diferente da gripe, a dor foca na face e pode gerar cacosmia (alteração no olfato) na fase crônica.

Gripe (O ataque súbito): Causada pelo vírus Influenza, ela “derruba” a pessoa repentinamente. Apresenta febre alta súbita, dor no corpo todo e mal-estar intenso. Exige cerca de sete dias para recuperação e a sensação de fadiga pode persistir.

Covid-19 (O risco silencioso): Pode imitar os outros quadros com febre, tosse e fadiga, variando do leve ao crítico. O grande sinal de alerta e diferencial de perigo é a dispneia (falta de ar), que exige avaliação profissional imediata.

Quando é a hora exata de procurar um médico

Monitorar a evolução do quadro em casa é o primeiro passo, mas agir rápido diante dos sinais de agravamento salva vidas. O secretário estadual da Saúde, César Neves, orienta a população a prestar máxima atenção aos sintomas persistentes.

Em caso de sintomas efetivos, como tosse, coriza, febre elevada ou mesmo calafrios, é fundamental procurar uma unidade de saúde para que o diagnóstico e o tratamento ocorram o quanto antes.” – César Neves, secretário estadual da Saúde.

A regra de ouro dos médicos é clara: se a febre não baixar após três dias, ou se houver qualquer sinal de falta de ar, confusão mental ou desidratação severa, a ida à unidade médica não deve ser adiada. Nos casos mais leves, o ideal é focar no isolamento temporário para não infectar colegas de trabalho ou escola e acessar os serviços básicos em seu município.

Prevenção e vacina como escudo principal

Nenhuma medida comportamental supera a eficácia clínica da vacinação contra formas graves de doenças virais. A rede estadual paranaense possui 1.850 salas de imunização espalhadas pelos 399 municípios com o objetivo de imunizar 90% do grupo prioritário. Mais de 1,5 milhão de doses já foram aplicadas recentemente.

Além de proteger idosos e crianças menores de seis anos contra a Influenza e Covid-19, o Estado agora disponibiliza a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para gestantes a partir da 28ª semana, transferindo anticorpos essenciais para os bebês recém-nascidos.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, ressalta que o comportamento cívico ajuda a controlar surtos locais.

A prevenção vai além da vacina, ela passa pela nossa rotina. É fundamental manter os ambientes ventilados, mesmo no frio, e reforçar a higienização das mãos. Se houver sintomas, a etiqueta respiratória e o isolamento temporário são os atos de maior cuidado que podemos ter para proteger quem está ao nosso redor e evitar a sobrecarga dos serviços de saúde.” – Maria Goretti David Lopes, diretora da Sesa.

O que você precisa saber em resumo

  • A vacinação salva: Mantenha em dia as doses contra Gripe e Covid-19 (disponíveis nas UBS do Paraná) para impedir o agravamento de infecções durante os meses frios.
  • Conheça o limite do seu corpo: Febre por mais de três dias, desidratação ou qualquer falta de ar são sinais vermelhos imediatos para ir ao pronto-socorro.
  • O básico funciona: Lavar as mãos com frequência e deixar as janelas levemente abertas (mesmo em dias gelados) quebra o ciclo de transmissão no transporte público e nos escritórios.
(Foto: Gabriel Rosa)

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Saúde do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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