Uma nova chance: curso de solda em presídio de Cascavel qualifica detentos para mercado de trabalho aquecido

Uma Nova Chance: Curso de Solda em Presídio de Cascavel Qualifica Detentos Para Mercado de Trabalho Aquecido

(Foto: Divulgação PPPR)

Uma nova chance: curso de solda em presídio de Cascavel qualifica detentos para mercado de trabalho aquecido


Parceria entre Polícia Penal e Conselho da Comunidade oferece formação profissional e remição de pena; setor industrial da região tem salários de até R$ 10 mil para soldadores.

Soldando um futuro: a oportunidade dentro da penitenciária

Dez homens privados de liberdade na Penitenciária Industrial de Cascavel concluíram, nesta quarta-feira (23), um curso que representa muito mais que um certificado: uma nova perspectiva de futuro. Eles se formaram no curso profissionalizante de Solda, uma capacitação de 36 horas que os prepara para uma das áreas com maior demanda de mão de obra na região.

“Esse curso me deu uma nova perspectiva. É uma forma de recomeçar, de deixar o passado para trás e construir um futuro digno com o meu próprio trabalho”, celebrou um dos formandos.

Uma parceria que transforma vidas

A iniciativa foi viabilizada por uma parceria exemplar entre a Polícia Penal do Paraná (PPPR) e o Conselho da Comunidade de Cascavel. O Conselho financiou integralmente o curso, arcando com os custos de instrutor, materiais e equipamentos de proteção. Além de aprender uma nova profissão, os participantes também garantiram a remição de parte de suas penas.

“Oferecer cursos profissionalizantes é permitir que essas pessoas saiam do sistema prisional com mais autonomia, autoestima e chances reais de recomeço”, explicou o coordenador regional da PPPR, Thiago Correia.

Uma Nova Chance: Curso de Solda em Presídio de Cascavel Qualifica Detentos Para Mercado de Trabalho Aquecido
(Foto: Divulgação PPPR)

Mercado aquecido: uma profissão com alta demanda e bons salários

A escolha pelo curso de solda foi estratégica. Segundo o instrutor Maicon Antônio de Moura, o setor metalúrgico no Oeste do Paraná está em plena expansão e carece de profissionais qualificados. As oportunidades de renda são atrativas: um soldador empregado pode ganhar entre R$ 2.800 e R$ 4.500, enquanto um profissional autônomo pode alcançar uma renda de R$ 7.500 a R$ 10.000 por mês. A capacitação, portanto, oferece um caminho concreto para a reintegração social e econômica.

O conhecimento como chave para um futuro diferente

Para o presidente do Conselho da Comunidade, Jair Dutra, investir na profissionalização de detentos é investir na segurança de toda a sociedade. “Acreditamos que o conhecimento é a chave para um futuro diferente.

A parceria com a Polícia Penal tem proporcionado transformações reais, pois quando uma pessoa sai qualificada e com uma perspectiva de trabalho, as chances de reincidência no crime diminuem drasticamente”, afirmou Dutra, reforçando o compromisso da entidade com a causa da ressocialização.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Segurança Pública do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.

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