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Itaipu adquire nova área no Oeste do Paraná para assentamento de indígenas Avá Guarani

Itaipu adquire nova área no Oeste do Paraná para assentamento de indígenas Avá Guarani

(Foto: Anderson Gibath)

Itaipu adquire nova área no Oeste do Paraná para assentamento de indígenas Avá Guarani


A compra de 107 hectares faz parte de um acordo histórico no STF para reparar os impactos causados pela construção da usina na década de 1970. Cerca de 90 pessoas deixarão situação precária.

A Itaipu Binacional, em conjunto com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), concluiu a compra de mais uma propriedade rural no Oeste do Paraná. A área será destinada ao assentamento da comunidade indígena Avá Guarani.

O imóvel, que possui 107 hectares, fica localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros de Foz do Iguaçu. A iniciativa busca oferecer condições dignas de moradia para populações tradicionais e corrigir erros do passado.

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A nova aldeia Tekoha Pyahu

A antiga Fazenda América passará a se chamar aldeia Tekoha Pyahu. O novo espaço é dez vezes maior do que a área ocupada atualmente pelas 27 famílias (cerca de 90 pessoas) que serão transferidas.

Hoje, essa comunidade vive em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa da Itaipu é que a mudança ocorra em até dois meses.

A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá. O processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani“, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu.

As raízes do acordo no STF

A compra das terras faz parte de um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março de 2025. O pacto envolve a Itaipu, comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O objetivo central é garantir uma reparação histórica pelas violações de direitos humanos sofridas pela etnia Avá-Guarani. Na década de 1970, durante a ditadura militar, a construção da usina e a criação do reservatório do Rio Paraná alagaram as terras tradicionais desses indígenas, forçando-os a deixar seus lares sem o devido amparo.

Estrutura básica e preservação cultural

O acordo estabelece que a Itaipu comprará pelo menos 3 mil hectares de terra para os indígenas, com um investimento inicial estimado em R$ 240 milhões. Além da terra, a empresa se comprometeu a recuperar o meio ambiente nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação.

Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população“, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, lembrando que a solução foi construída em conjunto com os próprios indígenas.

A empresa também está financiando projetos, como o Opaná – Chão Indígena, voltados para o fortalecimento do idioma, da cultura, da educação antirracista e do ensino de práticas de agricultura sustentável (agroecologia).

Raio-x das aquisições no Paraná

Até o momento, a Itaipu já investiu R$ 84,7 milhões na compra de terras para as comunidades afetadas. A área total obtida já passa de 700 hectares, o equivalente a cerca de 700 campos de futebol.

Confira o balanço das áreas já garantidas para os indígenas:

  • Fazenda América (São José das Palmeiras/Santa Helena): 107 hectares adquiridos por R$ 17,6 milhões para 27 famílias.
  • Fazenda Brilhante (Terra Roxa): 215 hectares para abrigar três comunidades (68 famílias).
  • Fazenda Amorim (Missal): 209 hectares destinados a 36 famílias que hoje vivem na faixa de proteção da usina.
  • Haras Mantovani (Terra Roxa): Aquisição de parte da área, correspondente a 68 hectares.
  • Comunidade Arapy (Foz do Iguaçu): Compra de uma área de 9,8 hectares.
Itaipu adquire nova área no Oeste do Paraná para assentamento de indígenas Avá Guarani
(Foto: Rafa Neddermeyer)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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