(Foto: Divulgação PCPR)
Operação conjunta interdita quatro lojas de pneus na Grande Curitiba por práticas abusivas e estelionato
Empresa atraía clientes com falsas promoções, inventava defeitos mecânicos e retinha os veículos de quem se recusava a pagar orçamentos abusivos.
Uma operação conjunta deflagrada na manhã desta terça-feira (5) resultou na interdição e suspensão das atividades de quatro unidades da rede de comércio de pneus Pneu Z. A ação foi liderada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) e pelo Procon de São José dos Pinhais, com o apoio operacional da Polícia Militar do Paraná (PMPR), e cumpriu as ordens nas cidades de Curitiba e São José dos Pinhais.
A Justiça apura o descumprimento sistemático do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e a prática de crimes como estelionato e possível extorsão por parte da empresa.
Como funcionava a “armadilha” para os clientes
As investigações preliminares revelaram um esquema focado em induzir o consumidor ao erro para garantir lucros indevidos. O modus operandi da empresa seguia um padrão abusivo e coercitivo:
- Isca: A rede utilizava publicidade enganosa, divulgando ofertas agressivas e pneus a preços muito reduzidos para atrair as vítimas até as lojas.
- Falsos defeitos: Com o veículo já na oficina e muitas vezes desmontado, os funcionários informavam sobre problemas mecânicos que não existiam.
- Orçamentos inflados: A empresa apresentava valores exorbitantes, omitindo propositalmente a discriminação de peças e os custos reais da mão de obra.
A situação se agravava quando o cliente percebia a fraude ou não tinha condições de pagar o valor cobrado. Segundo a Polícia Civil, há diversos relatos de coação física e psicológica.
“Ainda, há relatos de coerção e retenção de veículos. Em casos de recusa do consumidor em aceitar orçamentos abusivos, a empresa impedia a retirada do veículo, condicionando a liberação ao pagamento de valores elevados ou utilizando ameaças”, explica o delegado da PCPR, Ronaldo Bússolo Borges.
Histórico massivo de denúncias
A decisão de interditar as lojas não ocorreu por casos isolados. O inquérito da Polícia Civil foi aberto após a análise minuciosa de relatórios enviados pelo Procon e de mais de 60 boletins de ocorrência registrados contra a empresa.
O Procon, por sua vez, identificou pelo menos 100 reclamações administrativas contra a Pneu Z. O grupo também já possui diversos processos em trâmite no Poder Judiciário. De acordo com o delegado Ronaldo Borges, clientes que foram lesados no passado e ainda não denunciaram podem procurar a polícia para serem incluídos no inquérito atual.
Unidades de Blumenau e Piracicaba também foram alvo
O histórico de irregularidades da rede Pneu Z não se restringe às lojas do Paraná. No ano de 2025, as unidades da empresa localizadas nas cidades de Blumenau (SC) e Piracicaba (SP) também entraram na mira das autoridades de defesa do consumidor.
Nessas ocasiões, as lojas desses municípios foram alvo de operações conduzidas de forma conjunta pelo Procon e pela Polícia Civil locais. A ofensiva do ano passado nas duas cidades já evidenciava o rastreamento das mesmas práticas abusivas e suspeitas de estelionato contra os clientes, demonstrando que o modus operandi da empresa vinha sendo reproduzido em outras regiões do país antes das recentes interdições na Grande Curitiba.
Obrigações da empresa e como o consumidor deve agir
Com a interdição, a administração da Pneu Z foi notificada de suas obrigações legais imediatas. Para evitar que novos consumidores caiam em golpes semelhantes, as autoridades de defesa do consumidor divulgaram um protocolo de segurança:
| Determinações à Empresa (Pneu Z) | Orientações ao Consumidor |
| Devolução de valores: Ressarcir o dinheiro dos consumidores que registraram as reclamações. | Exija documentação: Solicite sempre o orçamento por escrito e detalhado (peças e mão de obra). |
| Treinamento: Capacitar toda a equipe de funcionários para o cumprimento rigoroso da legislação. | Reembolso: Caso já tenha feito um pagamento indevido, acione o Procon e exija a devolução. |
| Transparência: Adotar o uso de autorizações por escrito assinadas pelo cliente antes de qualquer serviço. | Chame a polícia: Em situações de ameaça, constrangimento ou retenção do veículo, ligue 190. |

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná
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