(Foto: Geraldo Bubniak)
Aeroportos e rodoviárias mais seguros: Estado vai ampliar fiscalização contra o transporte ilegal
Nova mobilização de segurança foca em proteger passageiros contra golpes e violência, promovendo varreduras rigorosas nos principais terminais do estado
Você desembarca exausto após horas de voo ou de uma longa viagem de ônibus. Quase instantaneamente, é abordado no saguão por pessoas oferecendo corridas “mais baratas” ou “sem tempo de espera”.
Embora a oferta pareça tentadora em um momento de pressa, entrar no veículo de um motorista não cadastrado em aplicativos oficiais ou no sistema de táxi é entregar sua integridade física a um completo desconhecido, abrindo mão de qualquer rede de proteção legal.
Essa realidade incômoda e perigosa de assédio nos saguões de desembarque está com os dias contados no estado. Para garantir que cidadãos paranaenses e turistas cheguem aos seus destinos em total segurança, uma operação permanente começa a tomar forma, alterando diretamente a dinâmica de quem utiliza os grandes terminais de transporte locais.
O risco invisível nas abordagens de desembarque
Os perigos de utilizar o transporte informal vão muito além de uma simples irregularidade administrativa. Ao aceitar corridas negociadas “por fora” das plataformas digitais credenciadas ou longe dos pontos oficiais de táxi, o passageiro embarca em um veículo que não é rastreado via GPS.
Pior do que isso: o condutor não passou por nenhum tipo de checagem de antecedentes criminais ou avaliação psicológica, etapas obrigatórias para os profissionais regularizados.
Sem a intermediação de uma empresa responsável, o usuário também perde o direito à cobertura de seguros em caso de acidentes de trânsito, ficando completamente desamparado em situações de emergência.
A situação ganha contornos ainda mais graves em pólos de grande fluxo, como a capital Curitiba e sua região metropolitana (com destaque para o aeroporto em São José dos Pinhais), além dos eixos estratégicos de Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu. O foco do estado agora é justamente limpar essas portas de entrada e saída, garantindo que o direito de ir e vir não se transforme em uma armadilha.
Para garantir que suas próximas viagens sejam tranquilas, é fundamental estar atento aos protocolos básicos de checagem de condutores antes de abrir a porta do veículo.
A resposta do estado para proteger os usuários
Diante das crescentes reclamações de assédio a passageiros e da concorrência desleal, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) convocou as principais forças de fiscalização e representantes de classe para uma reunião estratégica na última segunda-feira (18).
O resultado prático desse encontro é a criação imediata de um grupo de trabalho multidisciplinar, que fará uma varredura contra a atuação de motoristas irregulares.
A aliança envolve os comandos da Polícia Militar do Paraná (PMPR), Polícia Civil, Polícia Federal, Detran/PR, Procon e prefeituras. Em vez de ações isoladas, a promessa é de um patrulhamento integrado que vai coibir ativamente a abordagem física aos viajantes.
“Criamos um grupo de trabalho para identificar os problemas e apontar soluções. Vamos promover ações integradas de fiscalização urbana, lideradas pela Polícia Militar com ações preventivas e repressivas para coibir irregularidades. Iremos formalizar todos os encaminhamentos com órgãos da Segurança Pública, prefeituras, Procon, sindicatos e aeroportos e rodoviárias.” — Saulo de Tarso Sanson, secretário da Segurança Pública do Paraná.
Os profissionais que trabalham legalmente também farão parte dessa força-tarefa, ajudando as autoridades a mapear os pontos críticos.
“Queremos eliminar o transporte clandestino, que não está em plataformas de aplicativo e coloca a população em risco.” — Djalma Rodrigues, presidente do Sindicato dos Taxistas do Estado do Paraná (Sinditaxi).
Em regiões de fronteira e intenso turismo, o alerta é redobrado para evitar que visitantes sejam extorquidos logo na chegada.
“Os sindicatos não estão contra a mobilidade urbana, queremos preservar o respeito às categorias que a fazem de forma regular e profissional.” — Alice Brandão, presidente do Sinditaxi de Foz do Iguaçu.
O que diz a lei e as regras do setor de transporte
O embate entre motoristas legalizados e clandestinos não é recente, mas a legislação tem avançado para fechar o cerco contra o transporte pirata e garantir a proteção do consumidor. O objetivo das novas blitze é fazer valer regras claras que já existem no papel:
Checagem criminal e seguros: A Lei Federal 13.640/2018 exige que todos os motoristas de aplicativos apresentem Certidão Negativa de Antecedentes Criminais e contratem um seguro de Acidentes Pessoais a Passageiros (APP), blindando o usuário.
Tolerância zero no trânsito: O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece que realizar o transporte remunerado de pessoas sem o devido licenciamento é uma infração gravíssima. O condutor irregular está sujeito a multas pesadas e à remoção imediata do veículo para o pátio.
Organização municipal: O cadastramento e a identificação visual (como os selos no para-brisa ou placas vermelhas) são geridos pelas prefeituras. Ao embarcar em um veículo padronizado, o cidadão tem a certeza de que aquele carro passou por vistoria técnica de segurança.
O que você precisa saber em resumo
- O Governo do Paraná criou uma nova força-tarefa integrada para fiscalizar, autuar e banir motoristas clandestinos que assediam passageiros em aeroportos e rodoviárias.
- A medida tem como objetivo principal proteger você de golpes, roubos e acidentes sem cobertura de seguro, já que condutores piratas não passam por checagem de antecedentes criminais.
- As blitze preventivas e repressivas serão lideradas pela Polícia Militar, com apoio do Procon e prefeituras, com foco imediato nos terminais de cidades como Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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