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China e EUA fecham acordo para reduzir tarifas de US$ 60 bilhões

China e EUA fecham acordo para reduzir tarifas de US$ 60 bilhões

(Foto: Evan Vucci)

China e EUA fecham acordo para reduzir tarifas de US$ 60 bilhões


Países negociam cortes em produtos agrícolas e eletrônicos com extensão de prazo até janeiro

Os governos da China e dos Estados Unidos firmaram um acordo para reduzir as tarifas alfandegárias sobre US$ 60 bilhões em mercadorias movimentadas entre as duas potências comerciais.

A decisão, consolidada após a segunda cúpula do ano entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump em Washington, estabelece um alívio de impostos para US$ 30 bilhões em bens não sensíveis de cada lado. O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, confirmou a medida no domingo (27), detalhando que o pacto abrange desde commodities agrícolas americanas até eletrodomésticos chineses.

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Para o mercado internacional e os setores produtivos, a medida destrava o acesso a cerca de 30% das exportações dos Estados Unidos com destino ao território chinês. Na prática, a redução mútua diminui os custos de importação de itens do cotidiano e insumos básicos, aliviando a pressão financeira sobre empresas de importação e exportação.

O Ministério do Comércio da China também confirmou uma prorrogação de dois meses da trégua comercial, agora válida até 10 de janeiro, para garantir estabilidade nas regras de mercado enquanto as negociações avançam.

Impacto no setor agrícola e energético

A Casa Branca divulgou que os cortes tarifários chineses miram diretamente produtos agrícolas americanos, incluindo milho, trigo, sorgo, carne, laticínios e óleos vegetais. O movimento ajuda Pequim a cumprir a meta de US$ 17 bilhões em compras do agronegócio dos Estados Unidos.

A soja ficou de fora da nova lista de isenções tarifárias, pois já faz parte de um acordo anterior que garante a aquisição anual de 25 milhões de toneladas métricas pela China.

Os governos estipularam a criação de um grupo de trabalho focado em agricultura para discutir o acesso mútuo aos mercados. A primeira reunião ocorre antes do fim do ano. No setor energético, a China assumiu o compromisso de importar 10 milhões de toneladas métricas de carvão americano por ano entre 2027 e 2028.

O volume representa cerca de 2% do total de carvão importado anualmente pelo país asiático e garante receita e manutenção de empregos na indústria extrativista dos Estados Unidos. Gás natural liquefeito e petróleo ficaram excluídos do pacto.

Bens de consumo e alívio recíproco

Do lado americano, os cortes beneficiam a indústria de transformação chinesa, focando em pequenos eletrodomésticos, como cafeteiras e torradeiras. A lista de Washington também retira o peso tarifário sobre roupas de cama, brinquedos, fogos de artifício e decorações festivas, itens que costumam registrar alta demanda no varejo no fim do ano.

Pequim respondeu com a facilitação para a entrada de cosméticos, dispositivos médicos, peixes e produtos de madeira com origem nos Estados Unidos.

Acordos em inteligência artificial e aviação

As conversas na cúpula de Washington destravaram o setor de serviços financeiros e tecnologia, indo além da movimentação de cargas. O governo chinês concordou em analisar a concessão de licenças para que instituições financeiras estrangeiras, incluindo operadoras de capital norte-americano, possam abrir filiais no país.

Os dois lados também estabeleceram um canal de comunicação direto para gerenciar incidentes envolvendo inteligência artificial, com um diálogo técnico programado para o final de novembro.

A malha aérea internacional sentirá os reflexos da reaproximação diplomática. As autoridades confirmaram a manutenção de conversas contínuas para aumentar o número de voos diretos de passageiros e cargas entre a China e os Estados Unidos.

O Ministério do Comércio chinês informou que os encontros bilaterais serão regulares para mapear barreiras de investimento e responder às preocupações operacionais das empresas de ambos os países.

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China e EUA fecham acordo para reduzir tarifas de US$ 60 bilhões
(Foto: Evan Vucci)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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