(Foto: Canva)
Falsos advogados cobram taxas via app: TJPR e OAB-PR emitem alerta de golpe
Estelionatários usam nomes de servidores e simulam audiências virtuais para extorquir cidadãos que aguardam o desfecho de processos judiciais
O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção do Paraná (OAB-PR) emitiram um alerta unificado contra quadrilhas que utilizam nomes de autoridades para extorquir dinheiro. Os criminosos entram em contato via telefone, e-mail ou aplicativos de mensagens, passando-se por juízes, promotores, advogados e servidores públicos, para exigir transferências financeiras sob o falso pretexto de liberar pagamentos retidos.
O cidadão paranaense que possui alguma ação na Justiça é o alvo direto dessa manobra. O crime opera na quebra de expectativa: o golpista apresenta dados reais da ação e cobra um depósito antecipado, como Pix ou boleto, prometendo agilizar a liberação de um alvará ou indenização iminente.
A sofisticação do crime judiciário
Para dar aparência de legalidade à fraude, os estelionatários recorrem a táticas de engenharia social elaboradas. O cruzamento de dados públicos permite que os criminosos abordem a vítima chamando-a pelo nome correto e citando o número exato dos autos e a vara de tramitação.
A OAB-PR identificou episódios em que os golpistas chegam a simular audiências online e falsificar despachos com timbres do poder público, dificultando a identificação imediata da farsa pela vítima.
Ocorrência recente no interior do estado
Em setembro, o 6º Juizado Cível e Criminal da Comarca de Londrina precisou registrar um boletim de ocorrência após a identidade de um servidor público ser clonada. O fraudador utilizou um número de telefone desconhecido, enviou documentos referentes ao processo do cidadão e alegou ter informações processuais positivas para tentar consumar o crime financeiro.
Os aplicativos de mensagens recebem validade legal para intimações oficiais no Judiciário paranaense, mas a comunicação segue protocolos estritos de segurança. Nenhuma comarca ou vara exige o repasse de dados bancários, senhas, códigos de verificação ou pagamentos diretos por WhatsApp. As custas judiciais reais são recolhidas estritamente por meio de guias oficiais, geradas pelo sistema e pagas na rede bancária conveniada.
Como blindar o seu andamento processual
Desconfie de contatos repentinos que imponham urgência excessiva ou solicitem repasses emergenciais. A recomendação da corte é ignorar links enviados por números não salvos na agenda e nunca efetuar depósitos baseados apenas em mensagens de texto.
O andamento real do caso deve ser verificado diretamente no sistema Projudi, por meio do portal de consultas do TJPR, ou presencialmente no escritório do profissional contratado para a defesa.

- Paraná impulsiona recorde nacional de produção de leite com tecnologia e menos vacas - 30 de setembro de 2026
- Operação do Gaeco mira lavagem de dinheiro de facção criminosa em Londrina - 30 de setembro de 2026
- Hospital do Idoso em Curitiba celebra mil pacientes operados a laser no SUS - 29 de setembro de 2026





