(Foto: Elton Limeira)
Sancor Londrina garante bronze na Taça Brasil e se prepara para a Superliga
Elenco roda durante competição em Foz do Iguaçu e revela central Ana Marcelin como destaque nacional
O time Sancor Seguros Vôlei Londrina conquistou a terceira posição na Taça Brasil de Vôlei Feminino 2026, encerrada neste domingo (27) no município de Foz do Iguaçu. A equipe chegou à última rodada com chances matemáticas de garantir a taça, mas sofreu um revés por 3 sets a 0 contra as adversárias paulistas.
O torneio funcionou como uma vitrine nacional para a central Ana Marcelin, a única atleta de um time paranaense nomeada para a seleção ideal do campeonato.
O desempenho na fronteira do estado molda os próximos passos do calendário esportivo local. A comissão técnica mapeou o condicionamento das atletas em quadra para ajustar a rota antes da estreia na Superliga Feminina 2026/2027, programada para o final de outubro. As jogadoras arrumam as malas nas próximas semanas para buscar ritmo de jogo no exterior.
Oscilações em quadra e cronologia de resultados
O regulamento de pontos corridos testou a resistência física do plantel ao longo de três partidas consecutivas no Ginásio Costa Cavalcanti. A comissão técnica cumpriu a meta inicial de rodar todas as peças disponíveis no banco de reservas para testar diferentes formações táticas sob pressão. A passagem pela competição registrou o seguinte retrospecto:
- Sexta-feira (25): Derrota por 3 sets a 0 contra o catarinense Abel Vôlei (Brusque).
- Sábado (26): Vitória em sets diretos sobre o Batavo Mackenzie.
- Domingo (27): Revés por 3 sets a 0 diante do campeão Sesi-Bauru, com parciais de 25×15, 25×19 e 25×17.
“O terceiro lugar é importante, estar no pódio de uma competição nacional de tão alto nível. Eu avalio que fomos um pouco irregulares, mas também por falta de ritmo de jogo. A gente precisa de mais jogos desse nível para manter a constância dentro de toda partida em uma competição longa.” — Aldori Junior, técnico da equipe.
Fomento municipal e retenção de talentos
A manutenção de uma equipe na elite do voleibol feminino brasileiro demanda logística complexa de viagens e estrutura contínua de treinamentos. O projeto funciona com injeção direta de recursos da Prefeitura de Londrina por meio do Feipe (Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos).
A Fundação de Esportes de Londrina fiscaliza os repasses e viabiliza que as atletas consigam disputar chaves competitivas contra equipes com alto poder de investimento privado.
O Paraná possui um longo histórico na revelação de atletas para o voleibol mundial. A presença do time de Londrina disputando as primeiras posições atrai patrocinadores regionais e movimenta as quadras do interior.
Atletas de categorias de base encontram nas jogadoras profissionais um espelho técnico, o que ajuda a reduzir a migração precoce de jovens promessas para os grandes clubes do Sudeste.
Desafio internacional antes do calendário oficial
A delegação embarca para Lima, no Peru, para um confronto preparatório agendado para o dia 9 de outubro. O Universitario, que possui forte tradição no vôlei sul-americano, recebe as brasileiras para o último grande teste da pré-temporada.
O duelo registra a primeira atuação internacional do time londrinense na capital peruana. O retorno ao Brasil sela a fase de nivelamento físico e direciona o foco exclusivamente para os saques inaugurais da Superliga.
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