Publicidade
Publicidade
Publicidade

Samu do Paraná usa trombolíticos em ambulâncias para frear mortes por infarto e AVC

Samu do Paraná usa trombolíticos em ambulâncias para frear mortes por infarto e AVC

(Foto: Divulgação SESA)

Samu do Paraná usa trombolíticos em ambulâncias para frear mortes por infarto e AVC


Protocolo de urgência do estado financia aplicação de medicamento caro antes da chegada a hospitais de referência

Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que sofrem infartos ou derrames agora recebem medicamentos capazes de dissolver coágulos sanguíneos ainda dentro das ambulâncias do Samu ou em prontos-atendimentos de todo o Paraná.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) consolidou um protocolo de urgência que já aplicou trombolíticos em mais de 2.080 paranaenses desde 2020. A ação evita sequelas irreversíveis e mortes precoces antes mesmo da chegada das vítimas a centros de alta complexidade.

Publicidade

Na prática, a injeção imediata da medicação amplia drasticamente as chances de sobrevivência de quem mora distante dos grandes polos médicos do estado.

Quando o paciente não tem acesso rápido a uma sala de hemodinâmica para realizar uma angioplastia, o remédio estabiliza o quadro cardíaco ou neurológico, garantindo segurança clínica durante todo o trajeto rodoviário até a internação definitiva.

Geografia estadual e a necessidade de UTIs móveis

O infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico ocorrem quando bloqueios interrompem o fluxo de oxigênio para os tecidos do coração ou do cérebro.

Como o interior paranaense possui distâncias significativas entre municípios menores e os centros urbanos de referência, as equipes das Ambulâncias de Suporte Avançado assumem o papel estratégico de unidades de tratamento intensivo em movimento.

Historicamente, as doenças cardiovasculares despontam como a principal causa de óbitos no país. No Sul, o impacto dessas enfermidades ganha contornos de saúde pública agravados pelo clima, já que as frentes frias comuns no inverno paranaense favorecem a constrição dos vasos sanguíneos, fator que eleva a incidência de eventos agudos.

Para operar tratamentos de alto custo e com contraindicações severas sob a pressão do socorro, o governo estadual capacitou 2.200 médicos e enfermeiros nos últimos anos. O custeio integral do programa sai do caixa da Sesa, que abastece a rede móvel e distribui estoques para 20 hospitais de pequeno porte e Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

Histórico e volume de atendimentos do Samu

A demanda cardiovascular na rede pública exige respostas ágeis das centrais de regulação médica. Os registros oficiais mostram a evolução exata dos acionamentos emergenciais por infarto em território estadual:

  • 2023: 2.818 ocorrências
  • 2024: 3.792 ocorrências
  • 2025: 3.675 ocorrências
  • 2026 (até 29 de setembro): 2.980 ocorrências

“A implementação dos medicamentos trombolíticos significa um real ganho de tempo, de vida, de esperança. É justamente a rapidez no diagnóstico e no início do tratamento que aumenta as chances de sobrevivência e reduz o risco de sequelas“, afirma o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Litoral puxa avanço das doses preventivas

O reflexo direto da descentralização do socorro já aparece nas estatísticas da região litorânea. Durante as recentes temporadas de verão, época em que a população das praias dispara, as equipes médicas aplicaram o medicamento em 46 pessoas entre o final de 2025 e o início de 2026. O volume representa um salto considerável em relação aos 15 casos medicados na temporada anterior.

Hoje, as regionais de saúde do Litoral do Paraná e de Toledo concentram os fluxos mais avançados de oferta pré-hospitalar. A meta da gerência de urgências do estado é ampliar a atual taxa de 10% de pacientes elegíveis trombolisados para todas as macrorregiões, universalizando a chance de cura, independentemente da quilometragem até a capital.

>> Siga o canal do Jornal O Paranaense no WhatsApp

Samu do Paraná usa trombolíticos em ambulâncias para frear mortes por infarto e AVC
(Foto: Danilo Avanci)

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Saúde do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *