(Foto: Marcelo Casal Jr)
Conta de luz no Paraná continua com taxa extra em setembro
Consumidores pagarão adicional na fatura pelo quinto mês consecutivo devido à seca nos reservatórios.
A fatura de energia elétrica dos paranaenses continuará pesando mais no bolso em setembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira tarifária amarela para o próximo mês. Com isso, os clientes da Copel e de outras distribuidoras do país seguirão pagando um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Esta cobrança adicional atinge o quinto mês seguido. A medida reflete o cenário climático atual, marcado por um longo período de estiagem que afeta diversas bacias hidrográficas. A falta de chuvas reduz drasticamente o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, principal fonte de energia do Brasil e do Paraná.
O acionamento das usinas termelétricas
Para garantir o fornecimento de eletricidade e evitar riscos de apagão, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisa acionar as usinas termelétricas. Estas estruturas geram energia a partir da queima de combustíveis, um processo operacionalmente mais caro do que o uso da força da água. O sistema repassa esse custo extra de produção diretamente para o consumidor final por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).
A Aneel justifica a manutenção da taxa como uma forma de cobrir os gastos de operação imediata do setor elétrico. A agência reforça que o cenário atual exige adequação de hábitos para evitar sustos no fim do mês.
“A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país, com necessidade de utilização de fontes de geração com custos mais elevados.”
A escala de custos das bandeiras tarifárias
O sistema de bandeiras existe desde 2015 para dar transparência aos custos variáveis da geração de energia. As cores funcionam como um semáforo financeiro, definidos mensalmente com base em projeções de volume de chuvas e demanda de consumo. Quando a situação das represas está normalizada, a bandeira verde entra em vigor e isenta a conta de luz de taxas adicionais.
Nos períodos prolongados de seca, o sistema avança para as cores de alerta, encarecendo gradativamente o valor do quilowatt-hora. A estrutura atual de cobrança funciona da seguinte forma:
- Bandeira amarela: Acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
- Bandeira vermelha (Patamar 1): Acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.
- Bandeira vermelha (Patamar 2): Acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
Impacto direto no orçamento familiar
A continuidade da bandeira amarela exige cortes reais no consumo diário. Equipamentos que transformam energia em calor representam as maiores fatias da fatura mensal. Reduzir o tempo de uso do chuveiro elétrico, acumular roupas para usar o ferro de passar de uma só vez e tirar eletrônicos inativos da tomada ajudam a manter o gasto total abaixo da faixa que multiplica a taxa extra.
O monitoramento meteorológico determinará os próximos passos do setor elétrico. Caso o volume de chuvas permaneça abaixo da média histórica nas próximas semanas, o governo federal pode precisar acionar a bandeira vermelha no último trimestre do ano, elevando a pressão sobre a inflação e o custo de vida das famílias.
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Com informações de Agência Brasil
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