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Postos de saúde iniciam mobilização nacional para vacinar menores de 15 anos

Postos de saúde iniciam mobilização nacional para vacinar menores de 15 anos

(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom)

Postos de saúde iniciam mobilização nacional para vacinar menores de 15 anos


Mobilização em postos de saúde de todo o país busca recuperar altas taxas de imunização e blindar crianças e adolescentes contra doenças graves.

Pais e responsáveis já têm um compromisso fundamental com a saúde pública a partir do início desta semana. Em vez de esperar que uma doença perigosa se aproxime, a ação mais urgente agora é separar a caderneta de vacinação, o Cartão SUS e ir até a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A Campanha Nacional de Multivacinação começa nesta segunda-feira, oferecendo a chance gratuita e rápida de colocar em dia as doses atrasadas de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

O movimento coordenado pelo Ministério da Saúde chega em um momento crucial. Nos últimos anos, o país enfrentou o desafio de recuperar os índices de cobertura do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que já foi referência mundial, combatendo a hesitação vacinal e a desinformação que ameaçam o bem-estar infantil.

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A importância histórica de manter o calendário vacinal em dia

O Brasil construiu uma tradição de erradicar doenças através da vacinação, mas essa proteção exige constância. A poliomielite (paralisia infantil), por exemplo, não registra casos no país desde 1989. Contudo, a ameaça de reintrodução do vírus é uma realidade em nível global caso as coberturas vacinais caiam. O mesmo vale para o sarampo, que chegou a voltar a circular no território nacional há alguns anos após quedas nas taxas de imunização regionais.

A atual mobilização foca em garantir que os imunizantes de rotina cheguem aos braços do público infantojuvenil. Entre as principais vacinas disponibilizadas gratuitamente na campanha estão:

  • BCG e Hepatite B: Essenciais nos primeiros meses de vida do recém-nascido.
  • Poliomielite (VIP e VOP): A famosa gotinha e a versão injetável, primordiais para prevenir a paralisia infantil.
  • Pentavalente: Protege simultaneamente contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções por Haemophilus influenzae tipo b.
  • Tríplice Viral: Escudo duplo e triplo contra sarampo, caxumba e rubéola.
  • HPV e Meningocócica ACWY: Focadas especialmente no público adolescente, prevenindo câncer de colo de útero e meningites bacterianas graves.

Garantir a proteção coletiva é construir uma barreira invisível que defende não apenas quem toma a dose, mas também bebês muito novos e pessoas com imunidade baixa que convivem na mesma comunidade.

O cenário da imunização para as famílias paranaenses

Para a população do Paraná, o início da campanha significa a força-tarefa das equipes de saúde nos 399 municípios do estado. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) atua fortemente na logística de distribuição das doses enviadas pelo governo federal, assegurando que as câmaras frias das unidades básicas estejam plenamente abastecidas para receber a população.

Historicamente, os paranaenses possuem uma forte cultura de cuidado e adesão às campanhas, mas a correria do dia a dia muitas vezes causa atrasos não intencionais nas cadernetas. Levar os filhos aos postos nos bairros de Curitiba, nas cidades da Região Metropolitana ou nos polos do interior garante que surtos de doenças infecciosas fiquem longe das escolas. Uma comunidade vacinada ajuda a desafogar hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) pediátricas, além de garantir que as crianças não percam semanas de aulas se recuperando de doenças que poderiam ter sido evitadas.

O que levar ao posto de saúde e quem deve comparecer

A triagem nos balcões das unidades de saúde é rápida, mas exige que a família colabore levando os documentos corretos. Os profissionais de enfermagem precisam avaliar o histórico da criança minuciosamente para aplicar única e exclusivamente as doses que estão em falta.

Para evitar filas e facilitar o seu atendimento e o dos trabalhadores da saúde, organize os seguintes itens antes de sair de casa:

Documento de identidade da criança ou do adolescente (Certidão de Nascimento ou RG).

Documento com foto do pai, da mãe ou do responsável legal que está acompanhando o menor.

Cartão SUS (que pode ser levado na versão física ou mostrado na tela do celular pelo aplicativo Meu SUS Digital).

Caderneta de Vacinação: Este é o documento mais importante da campanha, pois é o mapa que orienta o profissional de saúde sobre o que a criança já tomou e o que ela ainda precisa receber.

O que você precisa saber em resumo

  • A Campanha Nacional de Multivacinação começa nesta segunda-feira em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país.
  • O esforço é voltado prioritariamente para crianças e adolescentes menores de 15 anos.
  • É indispensável apresentar a Caderneta de Vacinação física para que as equipes avaliem quais doses estão atrasadas e precisam ser aplicadas.

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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