(Foto: Igor Jacinto)
De drones a ônibus elétricos: Paraná abre negociações para receber cinco novas indústrias da China
Em reunião no Palácio Iguaçu nesta quinta-feira (16), vice-governador Darci Piana e Câmara de Comércio Brasil-China (CCIBC) discutiram a instalação de empresas de tecnologia e mobilidade. Asiáticos abrirão escritório em Curitiba.
O Governo do Paraná deu o primeiro passo para atrair uma nova e robusta onda de investimentos asiáticos. Nesta quinta-feira (16), o vice-governador Darci Piana recebeu no Palácio Iguaçu uma comitiva da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC) para discutir a ampliação das relações comerciais, com foco direto na atração de indústrias de tecnologia e transição energética.
Acompanhado pelo diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, Piana destacou o otimismo com a rodada de conversas.
“Eles querem investir e trazer para cá cinco tipos de atividades. Isso significa que, se a gente se entender, mais um grande investimento vem para o nosso Estado. É o início de negociações muito promissoras”, avaliou o vice-governador.
Os 5 focos de investimento chinês
De acordo com Charles Tang, presidente da CCIBC, há grupos empresariais chineses já mapeados e com forte interesse em se instalar no Brasil, com o Paraná despontando como destino prioritário. O foco está na inovação e na mobilidade sustentável. As empresas interessadas atuam nos seguintes segmentos:
- Mobilidade Pesada: Fabricação de ônibus e caminhões elétricos.
- Mobilidade Leve: Produção de motos e triciclos elétricos.
- Tecnologia Aérea: Desenvolvimento e fabricação de drones.
- Agroindústria: Soluções de armazenagem com silos infláveis.
- Infraestrutura: Produção de fios, cabos e transformadores elétricos.
Para acelerar essas tratativas, as instituições preparam uma “troca de bases”. A CCIBC confirmou que abrirá um escritório próprio em Curitiba para manter negociações constantes. Em contrapartida, Charles Tang ofereceu a infraestrutura da Câmara na Ásia para hospedar um escritório oficial do Governo do Paraná na China (a entidade possui sedes em Beijing, Shenzhen e Xangai).
“Temos uma velha e longa história com o Governo do Paraná e gostaríamos de estreitar muito mais nossa relação com o Estado”, afirmou Tang.
O peso do Dragão Asiático na economia paranaense
O interesse chinês na industrialização do Paraná é sustentado por uma balança comercial já extremamente aquecida. A China é, hoje, o principal parceiro comercial do Estado.
Apenas em 2025, o país asiático foi o destino de 22,5% de tudo o que o Paraná exportou, injetando US$ 5,3 bilhões na economia estadual.
No primeiro trimestre de 2026, o ritmo de compras acelerou:
- Total exportado para a China (Jan-Mar): US$ 1,1 bilhão.
- Carne de Frango: Os chineses são os maiores importadores da proteína paranaense, movimentando US$ 176 milhões no trimestre.
- Carne Bovina: Em apenas três meses, as negociações somaram US$ 23 milhões.
- Soja: O apetite chinês consome cerca de 80% de toda a soja em grão exportada pelos portos do Paraná.
A aproximação com a CCIBC (entidade fundada em 1986 e legitimada pelo governo chinês) sinaliza uma tentativa do Paraná de diversificar essa pauta: ir além da exportação de commodities agrícolas e carnes, passando a importar cadeias produtivas de alto valor agregado.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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