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Economia em expansão: vendas do Paraná para outros estados chegam a R$ 978 bilhões

Economia em expansão: vendas do Paraná para outros estados chegam a R$ 978 bilhões

(Foto: Ari Dias)

Economia em expansão: vendas do Paraná para outros estados chegam a R$ 978 bilhões


Estado lidera o crescimento da atividade econômica no Sul e se consolida como o ambiente de negócios mais atrativo do País.

O resultado é impulsionado por um “tripé” estratégico: a menor carga tributária do Simples Nacional, recorde em investimentos privados e a liderança nacional na desburocratização de alvarás.

A economia do Paraná encerrou o primeiro trimestre de 2026 colhendo os frutos de um planejamento focado em desburocratização, incentivos fiscais e modernização logística. Uma série de indicadores oficiais divulgados nesta semana confirma que o Estado vive um ciclo de expansão acelerado, crescendo acima da média nacional e alcançando cifras inéditas no comércio com o restante do Brasil.

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De acordo com o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) — uma prévia do PIB calculada pelo Banco Central e organizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) —, a economia paranaense cresceu 1,6% entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.

Esse resultado, ajustado sazonalmente, coloca o Paraná na liderança do crescimento na região Sul e garante a segunda melhor marca do Brasil no período, superando com folga a média nacional (1,1%). O bom desempenho dá continuidade ao balanço positivo de 2025, quando a economia do Estado cresceu 2,8% (22% acima do índice do País).

O boom nas vendas: rumo ao trilhão

A tração dessa atividade econômica tem reflexo direto e imediato na balança comercial interna. Nos últimos sete anos, as empresas instaladas no Paraná ampliaram em 211% a venda de mercadorias para outros estados brasileiros.

Dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), baseados na emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-es), mostram que o comércio com outras unidades da Federação saltou de R$ 314 bilhões, em 2018, para impressionantes R$ 978 bilhões no fechamento de 2025.

Os maiores compradores da produção paranaense no ano passado foram:

  1. São Paulo: R$ 322 bilhões
  2. Santa Catarina: R$ 197 bilhões
  3. Rio Grande do Sul: R$ 82 bilhões

As compras feitas pelo Paraná também aqueceram, passando de R$ 304 bilhões em 2018 para R$ 906 bilhões em 2025, tendo os mesmos três estados como principais fornecedores.

Logística e atração recorde de investimentos

Para Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, o salto no volume de vendas e na atividade econômica não acontece por acaso. Ele é puxado pela forte atração de capital privado e pela mudança de patamar na infraestrutura estadual. Desde 2019, o Estado atraiu quase R$ 400 bilhões em investimentos privados, que contemplam tanto a chegada de novas multinacionais quanto a expansão de parques fabris já existentes.

Para escoar essa produção crescente, a malha logística foi repensada. “O Paraná produziu mais, atraiu investimentos e passou a ter uma estrutura melhor para transportar. Isso torna as entregas mais rápidas, reduz custos e facilita a venda para outros estados”, explica Callado.

Entre os avanços logísticos que impulsionaram o setor, destacam-se:

  • A duplicação e modernização de rodovias estratégicas com recursos próprios.
  • A estruturação do maior pacote de concessões rodoviárias da América Latina.
  • A concessão dos aeroportos de Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu à iniciativa privada, ampliando a malha e a eficiência do transporte aéreo e de cargas.

Menos impostos: o diferencial competitivo

Se a logística facilita a entrega, a política fiscal garante o preço competitivo. O Paraná oferece hoje a menor carga tributária do Brasil para contribuintes do Simples Nacional, com uma alíquota efetiva média de ICMS de 2,39% (bem abaixo da média nacional de 2,81%). A medida alivia o caixa de mais de 300 mil empresas paranaenses.

O presidente da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), Marcos Rigoni, destaca que esse é o principal ímã para novos empreendedores. “A carga tributária reduzida é um dos grandes fatores que atrai o empreendedor para o Estado. A própria redução do IPVA beneficia o contribuinte, reduzindo o custo sobre as frotas das empresas”, aponta.

O setor do agronegócio, grande motor do PIB estadual, também conta com políticas agressivas de isenção. O Paraná é o único estado do País com isenção total (100%) para carnes bovina, suína, peixe, frango e ovos. Em 2025, o Estado ainda incluiu a produção artesanal de queijos, requeijão e doce de leite no rol de isenções, fomentando a pequena agroindústria.

O líder nacional em liberdade econômica

A engrenagem se completa com o combate à burocracia. Segundo o levantamento Liberdade para Trabalhar, do Instituto Liberal de São Paulo (ILISP), o Paraná lidera o Ranking Nacional de Dispensa de Alvarás e Licenças. São 975 atividades econômicas de baixo risco (CNAEs) liberadas de amarras burocráticas, superando estados como Goiás (962), Minas Gerais (945) e São Paulo (927).

Essa liderança nacional se traduz em tempo ganho. Enquanto no restante do Brasil um empresário precisa esperar, em média, 1 dia e 6 horas para abrir um negócio, no Paraná, o processo é finalizado em apenas 7 horas e 52 minutos.

O grande responsável por essa agilidade é o programa Descomplica Paraná. A plataforma unificou as vistorias e liberações de órgãos que antes trabalhavam de forma isolada, como o Instituto Água e Terra (IAT), Vigilância Sanitária, Adapar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil.

“Antes, era preciso esperar de três a cinco meses para conseguir a licença dos cinco órgãos. Agora, com a plataforma unificadora, você consegue todas elas de uma só vez em questão de minutos. É uma desburocratização em que todos saem ganhando, sem abrir mão da segurança” detalha o coronel Jean Rafael Puchetti Ferreira, chefe do Centro Estadual de Desburocratização.

A resposta do mercado a esse ambiente facilitador foi imediata: o Estado registrou a abertura de 53,4 mil novas empresas apenas entre janeiro e março de 2026, uma alta de 16,1% em relação ao ano passado.

Reflexo social: o pleno emprego

O reflexo natural de um estado que cobra menos impostos, atrai indústrias, moderniza estradas e facilita a abertura de empresas é a geração massiva de vagas de trabalho.

O secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, resume o cenário: “O Paraná desenvolveu um ambiente de negócios ímpar baseado num tripé: menor carga tributária, simplificação no processo de abertura de negócios e um cenário econômico que permite o pleno emprego. Temos a combinação ideal”.

Os dados confirmam a afirmação do secretário. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), o Paraná atingiu o menor índice de desemprego de toda a sua história. O Estado fechou o final de 2025 com uma taxa de desocupação de apenas 3,2% — patamar classificado tecnicamente como situação de “pleno emprego” e muito inferior à média nacional de 5,1%.

Economia em expansão: vendas do Paraná para outros estados chegam a R$ 978 bilhões
(Foto: Geraldo Bubniak)

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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