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El Niño inunda Peru e fecha Machu Picchu

El Niño inunda Peru e fecha Machu Picchu

(Foto: Alessandro Cinque)

El Niño inunda Peru e fecha Machu Picchu


Fortes chuvas causam inundações, fecham estradas e deixam rastro de destruição no país.

Turistas que planejavam visitar a histórica cidadela inca de Machu Picchu nesta semana precisarão alterar seus roteiros com urgência. As autoridades peruanas determinaram o fechamento da Trilha Inca, a principal via de acesso ao monumento, até o próximo sábado. Esse bloqueio imediato ocorre devido ao intenso transbordamento de cursos d’água e ao acúmulo de detritos nas rotas, reflexo direto da força do clima que assola a região.

Transtornos na capital e serviços suspensos

Sendo assim, o impacto prático vai muito além da frustração turística, atingindo severamente a rotina e a sobrevivência da população local. Na capital Lima, as fortes chuvas associadas ao fenômeno climático El Niño causaram inundações que interromperam o fornecimento básico de água e esgoto em diversas áreas. Além disso, as enchentes forçaram o cancelamento das aulas em três distritos do sul da cidade e deixaram dezenas de residências completamente alagadas.

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Nesse sentido, o drama humano ganha contornos desoladores à medida que as águas avançam. Muitos moradores perderam as economias de uma vida inteira em questão de horas.

Perdemos tudo: meus móveis… minha geladeira, que meus filhos acabaram de me dar no Dia das Mães, está tudo destruído. O fogão, todos os meus eletrodomésticos que eles acabaram de me dar, tudo está destruído”, lamentou Flor Gonzáles, cuja casa em Lima foi submersa pelas águas.

Impactos na economia e rotas logísticas

Com isso, o fenômeno climático — caracterizado pelo aquecimento anormal da superfície do Oceano Pacífico — volta a demonstrar seu potencial destrutivo de forma implacável. Consequentemente, as inundações não apenas afetam o núcleo urbano, mas também destroem a infraestrutura viária do interior. Deslizamentos de terra provocaram o fechamento de estradas vitais, isolando temporariamente regiões de grande importância no sul, como Arequipa e Moquegua.

Por outro lado, os prejuízos já começam a ser contabilizados em setores produtivos essenciais. O El Niño tem prejudicado fortemente a agricultura e a indústria pesqueira do Peru, duas bases históricas da economia nacional que dependem intrinsecamente da estabilidade meteorológica e das correntes oceânicas.

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Setor de mineração mantém operações

Contudo, em meio ao cenário de caos logístico, o setor de mineração demonstra certa resistência frente aos impactos climáticos recentes. A Southern Copper, uma das principais empresas produtoras de cobre em atuação no país, comunicou oficialmente que suas operações na zona sul continuam funcionando sem interrupções significativas até o momento.

O Peru é atualmente o terceiro maior produtor mundial de cobre. Dessa forma, a manutenção dessas atividades industriais pesadas garante a estabilidade de uma cadeia produtiva global enquanto o governo concentra seus esforços emergenciais no resgate de desabrigados e na desobstrução das estradas.

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
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