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Com 33 milhões de faltosos, TSE quer conter abstenção recorde no 2º turno

Com 33 milhões de faltosos, TSE quer conter abstenção recorde no 2º turno

 (Foto: Joédson Alves)

Com 33 milhões de faltosos, TSE quer conter abstenção recorde no 2º turno


Justiça Eleitoral reforça mobilização para volta às urnas em 25 de outubro

Mais de 33,4 milhões de eleitores deixaram de votar no primeiro turno das eleições gerais neste domingo (4), o que levou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a anunciar medidas operacionais para conter o índice de faltosos na votação marcada para 25 de outubro.

O índice de abstenção alcançou 21,08% do eleitorado apto, superando os 20,95% verificados em 2022 e consolidando a maior taxa registrada em eleições gerais desde 1998, quando o índice bateu 21,5%.

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No Paraná, a convocação direta do tribunal impacta mais de 8,6 milhões de cidadãos cadastrados no TRE-PR, que retornarão aos colégios eleitorais para definir a disputa pela Presidência da República entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Embora a corrida ao governo estadual tenha se encerrado na primeira fase, a mobilização da máquina judiciária e a logística de transporte gratuito continuam em vigor em municípios como Curitiba, Londrina e Maringá para garantir a presença nas seções.

Estratégia da Justiça Eleitoral para a votação definitiva

O comparecimento nacional atingiu 125 milhões de pessoas de um colégio total de 158,7 milhões de cidadãos aptos. Diante do volume de faltosos, o tribunal prepara ações de conscientização e ajustes logísticos para ampliar a presença popular nas cabines no fim do mês.

“Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno“, declarou Kassio Nunes Marques.

As urnas eletrônicas também contabilizaram 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos em território nacional. Os dados demonstram que, somados os eleitores que não compareceram àqueles que anularam ou votaram em branco, quase 40 milhões de brasileiros não escolheram candidatos neste pleito.

Cenário da disputa presidencial nas urnas

A definição da Presidência da República no segundo turno ocorre porque nenhum candidato atingiu mais de 50% dos votos válidos na apuração oficial. O candidato Flávio Bolsonaro (PL) liderou a contagem com 47,03% dos votos válidos, somando 56.103.033 sufrágios, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,16%, registrando 53.870.724 votos.

Historicamente, eleições com margem estreita aumentam a pressão sobre o índice de abstenção, transformando a presença física do cidadão em fator determinante para o resultado das urnas. Os eleitores que deixaram de votar no primeiro turno têm o direito de participar normalmente da segunda rodada de votação, independentemente de já terem justificado ou não a ausência anterior.

Disputas estaduais para governador em 25 de outubro

Além da Presidência da República, sete unidades da federação decidem o comando do Executivo local na mesma data:

  • Acre: disputa entre Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos)
  • Amazonas: confronto entre Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL)
  • Distrito Federal: segundo turno entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT)
  • Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos), com 49,65% dos votos, enfrenta Ricardo Ferraço (MDB), que obteve 34,06%
  • Rio de Janeiro: definição entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD)
  • Rio Grande do Norte: disputa de Allyson (União) contra Cadu de Lula (PT)
  • Tocantins: embate entre Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB)

Nas demais unidades da federação onde o pleito estadual já foi liquidado no primeiro turno, o eleitor votará apenas uma vez na urna eletrônica, escolhendo exclusivamente o novo presidente da República.

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Com 33 milhões de faltosos, TSE quer conter abstenção recorde no 2º turno
 (Foto: Joédson Alves)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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