(Foto: Agência Brasil)
Eleições 2026: Quem são os três novos nomes na corrida presidencial e o que defendem
Planos de governo trazem propostas para economia, segurança e agronegócio com reflexos diretos no Paraná
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou as candidaturas à Presidência da República do médico e escritor Augusto Cury (Avante), da advogada Clariana Barão (DC) e do médico-veterinário Wilson Grassi (Democrata). Os três concorrentes estreiam na corrida pelo Palácio do Planalto e apresentaram suas diretrizes de governo para a votação deste ano.
O trio busca espaço no cenário eleitoral com plataformas que abrangem desde alterações no modelo político até revisões tributárias e medidas rigorosas de segurança pública.
Para o eleitor paranaense, as propostas protocoladas atingem diretamente a engrenagem econômica do estado, com impactos que vão da logística no Porto de Paranaguá ao fortalecimento das cooperativas agropecuárias no interior. A definição de políticas federais de crédito, malha ferroviária e vigilância de divisas altera a rotina das empresas em Curitiba e dos produtores em polos como Cascavel e Londrina.
Analisar os planos registrados ajuda a antecipar os rumos da geração de emprego e da infraestrutura estadual nos próximos quatro anos.

Augusto Cury aposta em reformas de Estado e fortalecimento do cooperativismo
Natural de Colina (SP), Augusto Jorge Cury tem 67 anos e construiu carreira como médico psiquiatra, pesquisador e autor de livros com circulação mundial. Pós-graduado pela PUC de São Paulo e doutor pela Florida Christian University, ele disputa sua primeira eleição ao lado do ex-deputado federal Júlio Delgado, vice na chapa do Avante. O partido, que alterou sua denominação em 2017 para se afastar da imagem partidária clássica, aposta na projeção pública do escritor para consolidar palanque federal.
O plano de governo de Cury totaliza cerca de 200 páginas, distribuídas em 18 projetos e 20 teses que defendem alterações na estrutura institucional do país. O candidato propõe a transição do sistema de governo para o semipresidencialismo, a instituição de mandatos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal e a reestruturação da diplomacia com foco no comércio exterior. No campo social, o documento prioriza a escola em tempo integral e institui o programa Brasil Neuroinclusivo, focado no suporte pedagógico a pessoas com autismo, TDAH e dislexia.
Na área produtiva, o projeto do Avante projeta o programa Brasil Cooperativismo para dobrar o contingente de cooperados no país, meta que dialoga diretamente com o sistema produtivo coordenado pela Ocepar no território paranaense. A plataforma econômica inclui ainda a criação do Banco do Empreendedor com empréstimos de até R$ 20 mil para pequenos negócios, a regularização de moradias urbanas sem desocupação forçada e a implantação de zonas francas voltadas à inteligência artificial e robótica. Na segurança, Cury propõe a Força de Combate Municipal integrada e o monitoramento inteligente de divisas.

Clariana Barão prioriza proteção integral e investimento logístico
Com 39 anos de idade, a advogada Clariana Barão nasceu em Cuiabá (MT) e lidera a chapa do Democracia Cristã, composta exclusivamente por mulheres, com a empresária Fabiana Torquato na vice-presidência. Especialista em direito administrativo e gestão pública pela Univag, ela presidiu a Comissão de Solidariedade e Assistência Social da OAB de Várzea Grande e coordenou ações humanitárias durante as enchentes no Rio Grande do Sul. Sua escolha marca um momento histórico no DC, que pela primeira vez desde a fundação em 1995 não tem José Maria Eymael como postulante ao cargo máximo da República.
A candidata registrou a plataforma “Proteger Hoje, Transformar o Amanhã”, na qual estabelece o amparo a mulheres e à primeira infância como núcleo central da gestão pública. O documento propõe uma rede integrada de acolhimento e repressão ao feminicídio, com políticas de autonomia financeira para vítimas de agressão doméstica. No âmbito da administração pública, Barão defende a digitalização de serviços e a fixação de metas de produtividade para modernizar o atendimento ao cidadão.
O programa do DC para a economia combina simplificação para pequenas empresas com planejamento logístico integrado para concessões de rodovias, ferrovias e hidrovias. No setor urbano, o texto estabelece investimentos articulados em drenagem, iluminação e regularização fundiária para prevenir tragédias climáticas, tema de interesse direto para autarquias de saneamento como a Sanepar. A estratégia de segurança pública apresentada pela candidata prevê a modernização de fronteiras e o estrangulamento financeiro do crime organizado:
- Controle de divisas com monitoramento inteligente e cooperação entre órgãos federais;
- Asfixia patrimonial das lideranças do tráfico de armas e entorpecentes;
- Ações de inteligência para coibir a violência urbana e os crimes cibernéticos;
- Foco na redução da reincidência penitenciária por meio de gestão técnica.

Wilson Grassi propõe imposto único e foco em sanidade agropecuária
O empresário e médico-veterinário Wilson Grassi, de 56 anos, disputa o governo federal pelo Democrata, legenda anteriormente denominada Partido da Mulher Brasileira. Conselheiro da Anclipeva de São Paulo e militante dos direitos animais, Grassi concorre ao lado da empresária Suêd Haidar, fundadora do partido que disputa a Presidência pela primeira vez. O candidato paulistano nunca exerceu cargos no Executivo ou Legislativo, embora já tenha participado de eleições proporcionais em anos anteriores.
O documento “Brasil em Primeiro Lugar” organiza as propostas do Democrata em 14 eixos temáticos e apresenta metas para os cem primeiros dias de mandato. A bandeira central do candidato consiste na criação do Imposto Único Federal, cobrado automaticamente sobre transações bancárias para substituir nove tributos federais sobre folha, produção e receitas. A proposta econômica inclui ainda a isenção de imposto de renda para salários até R$ 8.105 e o fim da contribuição patronal da previdência sobre a folha de pagamento.
A plataforma prevê a realização de plebiscito nacional para avaliar a construção de complexos penitenciários de segurança máxima em grande escala, com bloqueio contínuo de sinais celulares para isolar líderes criminosos. Para o setor rural, que tem peso decisivo na economia de centros como Toledo e Maringá, Grassi propõe antecipar a rastreabilidade individual do rebanho bovino para atender exigências de compradores externos. O plano prevê também a realização de concursos para fiscais agropecuários e a garantia do status sanitário contra febre aftosa e gripe aviária, pontos acompanhados com atenção pelo corpo técnico da Adapar no estado.
>> Siga o canal do Jornal O Paranaense no WhatsApp

Com informações de Agência Brasil
- Estudo global alerta que conservação da natureza precisa de US$ 1,3 trilhão extra todos os anos - 27 de setembro de 2026
- Sem registro, caneta emagrecedora T36 do Paraguai sofre proibição da Anvisa - 27 de setembro de 2026
- Leilão em Curitiba tem 124 veículos apreendidos com lances online - 27 de setembro de 2026





