(Foto: Joédson Alves)
FGTS Calamidade paga até R$ 6 mil para vítimas de chuvas em 24 cidades do Paraná
Liberação atende vítimas de enchentes recentes e recursos ajudam na reconstrução de residências afetadas pelos efeitos climáticos no estado.
O governo federal liberou o Saque Calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para moradores de 24 municípios do Paraná atingidos pelas chuvas da última semana. A medida autoriza a retirada de até R$ 6.220,00 por trabalhador que sofreu danos materiais diretos causados por alagamentos ou deslizamentos de terra.
As vítimas podem solicitar o dinheiro de forma imediata e 100% digital pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal, sem necessidade de enfrentar filas nas agências bancárias. O recurso garante fôlego financeiro rápido para a reposição de móveis, eletrodomésticos e reparos estruturais nos imóveis danificados, exigindo apenas que a Defesa Civil local tenha oficializado o estado de desastre na região.
O limite financeiro do resgate obedece ao saldo disponível na conta ativa ou inativa de cada profissional. O governo impõe uma regra restritiva de segurança para o acesso ao dinheiro: o trabalhador não pode ter realizado saques pelo mesmo motivo de necessidade pessoal urgente nos últimos 12 meses.
Prazos e cidades contempladas no Paraná
O calendário de solicitações varia conforme a homologação do decreto de emergência de cada prefeitura e se estende até o mês de dezembro. Confira a lista completa dos municípios e as datas limite para o envio do pedido no sistema:
- Arapuã – até 16/12/2026
- Cândido de Abreu – até 09/11/2026
- Candói – até 07/10/2026
- Cidade Gaúcha – até 16/12/2026
- Goioerê – até 02/12/2026
- Goioxim – até 07/10/2026
- Guaratuba – até 11/11/2026
- Iporã – até 30/09/2026
- Manoel Ribas – até 14/12/2026
- Marmeleiro – até 16/12/2026
- Marquinho (Portaria 2248) – até 07/10/2026
- Marquinho (Portaria 2808) – até 29/11/2026
- Morretes – até 25/11/2026
- Perobal – até 14/12/2026
- Pinhão – até 07/12/2026
- Piraí do Sul – até 18/11/2026
- Quedas do Iguaçu – até 01/11/2026
- Ramilândia – até 16/12/2026
- Renascença – até 09/12/2026
- Reserva (Portaria 2304) – até 15/10/2026
- Reserva (Portaria 2704) – até 22/11/2026
- Rio Bonito do Iguaçu – até 15/10/2026
- Santa Maria do Oeste – até 24/11/2026
- Tibagi – até 08/12/2026
- Turvo – até 12/10/2026
- Xambrê – até 10/12/2026
Como solicitar o benefício via aplicativo
Todo o processo ocorre de forma gratuita na plataforma digital para celulares. O usuário precisa acessar a opção “Solicitar seu saque 100% digital” ou encontrar o botão “Calamidade pública” na aba de saques do menu inferior. O sistema exige o preenchimento do CEP e o envio de fotografias de documentos para comprovar a residência na área afetada.
Para que a Caixa Econômica Federal libere o depósito na conta bancária de preferência do usuário, o cidadão deve enviar fotos nítidas da frente e do verso de um documento de identidade válido (RG, CNH ou passaporte) acompanhadas de uma selfie segurando este documento próximo ao rosto. Também é obrigatório anexar um comprovante de residência emitido até 120 dias antes da decretação do desastre.
Trabalhadores que não possuem faturas de serviços básicos em seu nome podem utilizar a certidão de casamento para validar contas registradas no nome do cônjuge. As prefeituras também têm autoridade para emitir declarações físicas atestando o endereço do morador. Em último caso, o próprio sistema cruza dados oficiais do Governo Federal via CPF caso o trabalhador redija e envie uma declaração própria de endereço.
Medida provisória injeta R$ 64 milhões contra estragos do El Niño
O volume atípico de chuvas e o clima severo que castigam o Sul do Brasil decorrem do El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico. O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, assinou uma Medida Provisória repassando R$ 64 milhões em crédito extraordinário para frear os impactos rurais e humanitários da anomalia climática.
Desse orçamento de socorro, R$ 40 milhões abastecem o Programa de Aquisição de Alimentos, focado em escoar e distribuir a produção de famílias agricultoras duramente prejudicadas pela variação nas safras. Os R$ 24 milhões restantes financiam a logística de entrega de água potável, remédios e comida estruturada pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) dentro de territórios isolados e vulneráveis.
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Com informações de Agência Brasil
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