Na manhã desta segunda-feira (4), um grave acidente aéreo assustou os moradores da região Nordeste de Belo Horizonte. Um avião monomotor caiu e colidiu diretamente contra um prédio residencial, mobilizando um grande contingente de equipes de emergência e segurança pública para o local.
O avião havia decolado do Aeroporto da Pampulha, um dos principais terminais de aviação executiva e regional de Minas Gerais. De acordo com as informações preliminares, a aeronave perdeu sustentação e caiu poucos minutos após iniciar o voo, atingindo em cheio a estrutura de um edifício localizado na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira.
Vítimas fatais e resgate de passageiros
A tragédia resultou em duas perdas irreparáveis. Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto e o copiloto que comandavam o avião não resistiram ao forte impacto e tiveram os óbitos confirmados ainda no local do acidente. No entanto, três passageiros que estavam a bordo conseguiram sobreviver. Eles foram resgatados com vida pelas equipes de socorro e encaminhados imediatamente para um hospital da região.
Morreram no acidente o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos e o médico-veterinário Fernando Moreira Souto, de 36. Ele era filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), Nilo Souto (PDT). Foram resgatados, em estado grave, Hemerson Almeida Souza, de 53 anos, Leonardo Berganholi, de 56, e Arthur Berganholi, de 25, que são pai e filho. Eles foram levados pelos bombeiros para o Hospital João XXIII, especializado em emergências e traumas.
Danos estruturais e segurança dos moradores
Apesar da violência da colisão contra o prédio de três andares, uma tragédia ainda maior foi evitada. As autoridades confirmaram que nenhum dos moradores ou pessoas que estavam dentro do edifício no momento da queda ficou ferido. A estrutura do prédio, porém, passará por avaliações rigorosas da Defesa Civil para determinar a extensão dos danos e os riscos de desabamento.
Atuação das forças de segurança e resgate
A resposta ao acidente foi imediata. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) isolaram um amplo perímetro ao redor da Rua Ilacir Pereira Lima. Essa medida rápida garantiu a segurança da vizinhança contra possíveis riscos de explosão ou desabamento secundário, além de viabilizar o resgate ágil e seguro dos três sobreviventes presos nas ferragens da aeronave.
Investigações sobre as causas da queda
Até o momento, o que provocou a perda de altitude e a consequente queda da aeronave modelo EMB-721C, fabricado pela Neiva, prefixo PT-EYT, permanece um mistério. O local do acidente será periciado, e a investigação oficial ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Os especialistas recolherão destroços, analisarão o plano de voo, as condições climáticas e o histórico de manutenção da aeronave para entender o que levou ao desastre logo após a decolagem na Pampulha.
Com informações de Agência Brasil
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