(Foto: Canva)
IA é aliada contra o estresse nos estudos, aponta pesquisa com jovens brasileiros
Nove em cada 10 estudantes afirmam que usam a tecnologia para aliviar a pressão em época de provas; no entanto, 60% dos entrevistados ainda temem receber respostas erradas das ferramentas.
A Inteligência Artificial (IA) se consolidou como uma ferramenta de apoio fundamental para os jovens estudantes brasileiros, atuando principalmente como um “alivio” para o estresse em períodos de alta pressão. É o que revela uma nova pesquisa da plataforma Emy Education. Segundo o levantamento, nove em cada 10 jovens (90%) afirmaram que a IA os ajudou a reduzir o estresse durante a entrega de projetos e a preparação para provas. O estudo, que ouviu mais de 500 estudantes, mostra uma geração que abraçou a tecnologia, mas que também a utiliza com um olhar crítico.
Alívio na pressão: 96% já usaram IA para aprender
A adesão à IA como ferramenta de estudo é quase universal entre os jovens de 16 a 24 anos. A pesquisa apontou que 96% dos entrevistados já usaram a tecnologia para aprender algo novo nos últimos seis meses. O principal papel esperado da IA, segundo 86,8% dos respondentes, é o de ser uma “ferramenta de apoio e respostas rápidas”. Eles também anseiam por uma IA que atue como um mentor personalizado e que ajude a automatizar tarefas repetitivas, otimizando o tempo de estudo.
A desconfiança persiste: o medo das respostas erradas
Apesar do uso massivo, os estudantes não são usuários ingênuos e demonstram um claro senso crítico em relação às limitações da tecnologia. O principal fator que os impede de usar a IA com mais frequência, apontado por quase 60% dos entrevistados, é o “medo de receber respostas erradas ou muito distorcidas”. Em segundo lugar, com 35%, aparece o receio com a “falta de contexto e personalização das respostas”, mostrando que os jovens buscam mais do que uma simples ferramenta de busca.
O perfil do jovem usuário e a relação com os professores
A pesquisa ouviu estudantes do ensino médio (em sua maioria da rede pública) e do ensino superior (predominantemente de instituições privadas). Um dado interessante é o perfil socioeconômico: a maior parte dos usuários engajados vem de famílias com renda mensal de até R$ 8.000. Para o CEO da Emy, José Messias Jr., o estudo revela uma nova dinâmica. “Nossa pesquisa revela que os jovens nativos digitais conseguem lidar com a IA sem preterir dos professores ou mesmo de outras mídias em seu processo de estudo”, conclui.

Com informações de Agência Brasil
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