(Foto: Pedro Ribas)
Intervenção no Rio Atuba avança para frear inundações na RMC
Estruturas de macrodrenagem com capacidade para 60 piscinas olímpicas entram na fase final e aliviam o impacto das chuvas na divisa metropolitana
A Prefeitura de Curitiba executa a construção de duas bacias de contenção e novas galerias de macrodrenagem nas margens do Rio Atuba, na Rua Irmã Schreiner Maran, divisa com Colombo.
A obra integra a formação do futuro Parque Santa Cândida e já atinge 80% de conclusão em seu primeiro reservatório. O complexo hídrico absorverá o excesso de chuvas da região norte da capital, regulando a vazão da água e evitando transbordamentos diretos para as cidades vizinhas.
Moradores das áreas limítrofes entre a capital e a Região Metropolitana deixarão de perder patrimônio, móveis e veículos durante temporais intensos. A água da chuva, antes livre para invadir ruas e residências, ficará retida temporariamente nos reservatórios e retornará ao leito do rio de forma gradativa.
Os bairros Santa Cândida, Bairro Alto, Bacacheri, Atuba e Cajuru, além dos municípios de Pinhais e Colombo, estão na rota direta de proteção do novo sistema.
Capacidade de armazenamento e andamento das obras
O projeto técnico prevê a retenção de 150 mil metros cúbicos de água, um volume equivalente a 60 piscinas olímpicas. As equipes da Smop (Secretaria Municipal de Obras Públicas) concluíram a escavação da segunda bacia, localizada no ponto mais alto do rio.
Quando a ligação do primeiro tanque com o leito do Rio Atuba for finalizada, a estrutura entrará em operação imediata, já recebendo a carga das próximas temporadas chuvosas.
A intervenção faz parte do PRO Curitiba, um pacote municipal de R$ 6 bilhões destinado a obras estruturantes. A gestão do fluxo hídrico em regiões de fronteira exige soluções de engenharia conjuntas, já que a geografia natural dos rios ignora as divisas políticas dos mapas urbanos.
“A água não reconhece limites entre municípios, por isso precisamos pensar a drenagem de forma integrada. […] Quando falamos em prevenção de cheias e qualidade de vida, entendemos que Curitiba e a Região Metropolitana fazem parte de uma mesma realidade.” — Luiz Fernando Jamur, secretário de Obras Públicas de Curitiba.
O histórico do Rio Atuba e o desafio metropolitano
Com 22 quilômetros de extensão, o Rio Atuba funciona como uma linha de fronteira e um dos principais afluentes do Rio Iguaçu. O adensamento populacional das últimas décadas impermeabilizou o solo de Curitiba e das cidades vizinhas, sobrecarregando a calha original da bacia hidrográfica.
A macrodrenagem atual corrige um déficit de infraestrutura crônico, substituindo medidas paliativas por uma barreira de contenção definitiva.
Expansão da área de lazer e integração regional
Além de barrar as inundações, o terreno das bacias será convertido em um grande espaço público de convivência. O futuro Parque Santa Cândida unirá a preservação ambiental das margens a equipamentos de lazer.
A conversão de terrenos alagadiços em parques segue o modelo histórico de planejamento urbano da capital, criando áreas permeáveis que operam simultaneamente como infraestrutura verde e atração turística.
O alívio na rede de macrodrenagem reduz os gastos públicos com a recuperação de asfalto destruído pela força das águas e com o resgate de desabrigados. Segundo a Secretaria para o Desenvolvimento da Região Metropolitana, a intervenção garante a segurança estrutural das margens e protege a economia das famílias assentadas nas áreas de maior risco topográfico.
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Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba
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