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Londrina solta 1 milhão de mosquitos por semana para combater a dengue em 47 bairros

Londrina solta 1 milhão de mosquitos por semana para combater a dengue em 47 bairros

(Foto: Rakelly Calliari)

Londrina solta 1 milhão de mosquitos por semana para combater a dengue em 47 bairros


Ampliação do projeto alcança nova fase e prevê cobertura de quase 100% da área urbana nos próximos seis meses

A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina iniciou nesta terça-feira (27) a segunda fase do projeto de combate à dengue com a liberação semanal de mais de um milhão de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia. Equipes da Vigilância Ambiental percorrerão 3.890 pontos espalhados por 47 bairros ao longo dos próximos seis meses para reduzir a transmissão de doenças virais na segunda cidade mais populosa do Paraná.

A operação impacta de imediato a rotina dos londrinenses, que notarão uma maior circulação de insetos no ambiente urbano nas próximas semanas. O método biológico exige que a população redobre a limpeza de quintais e a eliminação de criadouros, visto que a eficácia da tecnologia depende da manutenção rigorosa dos cuidados domésticos contra a água parada.

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A estratégia desenvolvida pela Fiocruz, com apoio financeiro do Ministério da Saúde, utiliza mosquitos modificados que cruzam com a população selvagem local, gerando descendentes incapazes de transmitir dengue, zika e chikungunya. O núcleo de produção responsável pelos insetos é administrado pela Prefeitura de Londrina, estrutura que supre a demanda da cidade e estende o fornecimento para o município de Cambé.

Resultados da primeira etapa e adesão local

O gerente da Vigilância Ambiental, Nino Ribas, projeta que a nova fase elevará o alcance da tecnologia para a quase totalidade da área urbana. Os bairros contemplados na etapa inaugural da campanha apresentam resultados sustentados de substituição populacional dos mosquitos transmissores. A tática funciona de modo integrado com o monitoramento por armadilhas, vistorias residenciais e fiscalização de pontos estratégicos.

“Nos bairros que receberam a primeira etapa, nós temos ainda hoje uma presença de 85% de circulação dos mosquitos protegidos com a bactéria Wolbachia.”

A comunidade do Jardim Tokio, na zona oeste, acompanhou as primeiras solturas desta semana e reafirmou o compromisso com as medidas preventivas. A moradora Anézia Francisca Cruz relatou que higieniza os bebedouros de animais com água sanitária diariamente para proteger a família, que já enfrentou dois casos de dengue. Carlos Gabriel, vizinho de Anézia, avaliou de forma positiva a orientação contínua fornecida pelos agentes de endemias nas visitas de rotina.

Cronograma de campo e trajetos fixos

Seis equipes de campo conduzem a distribuição dos insetos de terça a sexta-feira, seguindo um cronograma planejado para cobrir todas as regiões mapeadas. A repetição sistemática das rotas garante a homogeneidade da dispersão dos mosquitos. O agente de endemias Rodolfo Ramos detalhou a execução prática da operação nos diferentes distritos.

“Nossas rotas são pré-determinadas, e a gente vai repetir essas rotas durante os seis meses em que vai ocorrer esse projeto. Por exemplo, na última sexta-feira estivemos na zona sul, hoje estamos na zona oeste.”

Práticas essenciais para moradores

Para assegurar os resultados do projeto, os profissionais de saúde reforçam a necessidade de um controle semanal ágil nos imóveis. As ações práticas de prevenção familiar englobam:

  • Inspecionar o quintal para identificar e remover plásticos ou recipientes esquecidos.
  • Descartar corretamente lonas, pneus velhos e outros materiais que acumulam água da chuva.
  • Lavar frequentemente potes de animais de estimação e manter calhas desobstruídas.

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Londrina solta 1 milhão de mosquitos por semana para combater a dengue em 47 bairros
(Foto: Rakelly Calliari)

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Londrina


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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