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Melhores queijos do Brasil: Paraná conquista 44 medalhas em campeonato mundial

Melhores queijos do Brasil: Paraná conquista 44 medalhas em campeonato mundial

(Foto: Albari Rosa)

Melhores queijos do Brasil: Paraná conquista 44 medalhas em campeonato mundial


Produtores do Biopark, em Toledo, lideram o ranking nacional. Estado se consolida como polo de queijos finos com produtos inovadores que chegam a valer três vezes mais que os tradicionais.

O Paraná provou mais uma vez que é uma potência na produção de alimentos de excelência. Durante a 4ª edição do Mundial do Queijo do Brasil, realizada em São Paulo, o estado dominou as premiações e garantiu o cobiçado título de melhores queijeiros do país.

Em uma disputa acirrada contra cerca de 2 mil queijos vindos de mais de 30 países, os produtores paranaenses voltaram para casa com um feito histórico: 44 queijos premiados nas categorias principais do evento.

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O título de melhores queijeiros do Brasil

Os grandes destaques individuais da competição foram Kennidy de Bortoli, Isabelli Maria Passos de Oliveira e Nayara Leontino Scherpinki, oficialmente reconhecidos como os melhores queijeiros do Brasil.

O trio de talentos faz parte do Biopark, um ecossistema de inovação localizado em Toledo, no Oeste do Paraná. O projeto apoia produtores locais no desenvolvimento de laticínios de alto padrão.

Inovação que dá gosto: queijos com temática espacial

Para conquistar os jurados, a equipe do Biopark levou a criatividade ao limite e apresentou três queijos inspirados no universo sideral. A inovação não ficou apenas na aparência, mas também nas sensações que o alimento provoca na boca:

  • O Planeta: Utilizou uma técnica inovadora de coloração que simula movimento e proporciona uma sensação térmica gelada na massa.
  • O Meteoro: Com formato irregular, explorou notas minerais e um toque de pimenta para simular o calor da entrada na atmosfera.
  • O Buraco Negro: Desenvolvido com tecnologia de casca lavada, o queijo causou grande impacto visual e sensorial no momento do derretimento.

Mais do que defender um título ou conquistar medalhas, nosso objetivo é ir além do sabor e criar uma experiência completa. Desenvolvemos queijos que estimulam diferentes sentidos, com variações de textura, temperatura e impacto visual. Quando o consumidor se surpreende em cada etapa da degustação, o produto deixa de ser apenas um alimento e passa a contar uma história”, explica o queijeiro e pesquisador do Biopark, Kennidy de Bortoli.

Investimentos e o futuro da produção leiteira no Paraná

O sucesso no Mundial não é obra do acaso. O projeto do Biopark já acumula 76 medalhas em apenas sete anos de atuação. O modelo desenvolvido foca em ensinar famílias rurais a fabricarem produtos de alto valor agregado. Com essa técnica, o queijo fino pode ser vendido por até três vezes o preço de um queijo comum, gerando mais renda para o campo.

Para ampliar esse sucesso, o Governo do Estado e o Biopark estão investindo R$ 3,8 milhões no projeto. O objetivo é expandir a produção — que hoje é focada no Oeste — para o Sudoeste, Norte Pioneiro, região Centro-Oriental e Região Metropolitana de Curitiba. A meta é clara: transformar o Paraná, que já é o segundo maior produtor de leite do Brasil, no principal polo de queijos finos da América Latina.

As premiações exclusivas do Biopark

Além das inovações espaciais, as receitas já consolidadas com a tecnologia do Biopark também brilharam no evento:

  • Passionata (Queijaria Flor da Terra): Eleito o 3º melhor queijo do Mundial na categoria Campeão dos Campeões. (O mesmo queijo já havia sido eleito um dos nove melhores do mundo em Portugal).
  • Abaporu (Queijaria Flor da Terra): Vencedor da cobiçada medalha Super Ouro.
  • Deleite (Queijaria Flor da Terra): Medalha de Prata.
  • Granatoo (Queijaria Ludwig): Medalha de Bronze.

Conheça os outros queijos paranaenses campeões

A força queijeira do Paraná se espalhou por várias regiões do estado. Além dos produtores de Toledo, outros fabricantes paranaenses conquistaram o paladar dos especialistas no Mundial de São Paulo:

  • Vice-campeão geral: O queijo Bacchus Josef Ferdinand Lotscher (do Ateliê Lotschental, de Palmeira) conquistou o 2° lugar na prestigiada categoria Campeão dos Campeões.
  • Medalhas Super Ouro: Levadas pelo queijo Gouda da Cooperativa Witmarsum e pelos queijos Frescal Deleite e Vale do Heimtal (da Queijaria Deleite, de Londrina).
  • Ouro, Prata e Bronze: O estado faturou ainda 14 medalhas de Ouro, 9 de Prata e 15 de Bronze, premiando talentos de cidades como Carambeí, Guarapuava, Cascavel, Maringá, Dois Vizinhos e Curitiba.
Paraná conquista título de melhor queijeiro do Brasil e leva 44 medalhas em mundial
(Foto: Divulgação/Biopark)

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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