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Bebês no museu? MON lança experiência sensorial única com arte japonesa

Bebês no museu? MON lança experiência sensorial única com arte japonesa

(Foto: Jacqueline Prado)

Bebês no museu? MON lança experiência sensorial única com arte japonesa


O programa focado na primeira infância utiliza a arte contemporânea para estimular o desenvolvimento cognitivo e motor em Curitiba.

Pais de crianças pequenas muitas vezes encontram barreiras para incluir passeios culturais na rotina, temendo que espaços de exposição não sejam apropriados para os mais novos. No entanto, uma iniciativa do Museu Oscar Niemeyer (MON) está desmistificando essa barreira na capital paranaense. A partir do dia 13 de agosto, bebês de 1 a 2 anos poderão engatinhar, tocar e criar suas próprias formas em uma experiência imersiva e livre, totalmente inspirada no trabalho da renomada artista japonesa Chiharu Shiota.

A ação, batizada de “Me aqueço, me desenho!”, faz parte do programa MON Primeiros Passos e entrega às famílias uma forma prática de inserir os pequenos no ambiente artístico de maneira acolhedora e segura.

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Um novo cenário para as famílias paranaenses

Historicamente, museus foram vistos como redutos de silêncio e contemplação distante, o que afastava pais com filhos na primeira infância. A postura do maior museu de arte da América Latina reforça a vocação de Curitiba como um polo de inovação em educação multissensorial.

Ao abrir as portas do icônico “Olho” para bebês de até dois anos, a instituição oferece uma opção de lazer que atua diretamente no desenvolvimento cerebral infantil. Especialistas em neurociência e desenvolvimento infantil apontam que o contato com texturas, cores e movimentação livre nesse estágio da vida é fundamental para a formação de novas conexões neurais. Isso eleva a qualidade de vida e a oferta cultural não apenas para quem mora na cidade, mas para todo o estado do Paraná.

Acesso seguro ao universo de fios e texturas

A artista contemporânea Chiharu Shiota é mundialmente famosa por suas mega-instalações compostas por imensos emaranhados de linhas, criando ambientes inteiros tomados por teias vermelhas ou pretas. Traduzir essa magnitude para a escala dos bebês exigiu adaptação técnica e cuidado redobrado com a saúde dos participantes.

O material que será manipulado pelas crianças foi rigorosamente testado. A organização optou pelo uso de bolas de isopor, lã antialérgica, tecidos em voil e uma cola caseira produzida apenas com trigo e óleo. O objetivo é garantir que toda a exploração tátil seja atóxica, mesmo que a criança acabe levando o material à boca durante a brincadeira.

Nas atividades, os bebês são protagonistas de suas próprias experiências com a arte!” — Equipe de educação e mediação cultural do Museu Oscar Niemeyer.

Como vai funcionar a dinâmica no espaço do museu

Toda a atividade foi desenhada para respeitar o tempo de atenção e a energia dos bebês, sendo conduzida por educadoras especializadas em artes visuais e mediação cultural. O roteiro da oficina ocorre da seguinte maneira:

O ponto de partida: As famílias são recebidas no Espaço de Oficinas, no subsolo do museu. Neste primeiro momento, cada criança recebe um objeto tátil feito de fios.

O trajeto: O grupo realiza um passeio sensorial, subindo pelas rampas até chegar à sala principal do museu (o Olho), onde a obra da artista japonesa está em cartaz.

A interação: Em frente à obra, os bebês participam de dinâmicas que envolvem expressão corporal e os primeiros rabiscos de desenho.

A criação: Todos retornam ao subsolo para a etapa final, onde os pequenos farão colagens usando fios e tecidos sobre os desenhos que acabaram de criar.

O ambiente permite que pais e filhos interajam ativamente a cada nova descoberta visual. Planejar esse tipo de saída exige atenção à agenda e aos ingressos, que devem ser adquiridos com antecedência.

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O que você precisa saber em resumo

  • Quando e onde: Ocorre na manhã do dia 13 de agosto, das 10h30 às 11h30, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.
  • Quem pode participar: A atividade de agosto é exclusiva para bebês de 1 a 2 anos, sempre acompanhados de um adulto responsável (é permitido um segundo acompanhante adquirindo o ingresso comum do museu).
  • Cuidados extras: Famílias de bebês com intolerância a trigo ou alergia a qualquer componente da oficina devem enviar e-mail com três dias de antecedência para que o museu prepare materiais substitutos.
Bebês no museu? MON lança experiência sensorial única com arte japonesa
(Foto: Jacqueline Prado)

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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