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Resgate de reféns e combate a facções: as novas forças de segurança do estado

Resgate de reféns e combate a facções: as novas forças de segurança do estado

(Foto: Fabio Dias)

Resgate de reféns e combate a facções: as novas forças de segurança do estado


Atualização do estatuto de 1982 cria departamentos exclusivos para rastrear o crime organizado e realizar resgates de alto risco em todo o estado.

Para o cidadão paranaense que transita pelas ruas ou acompanha o noticiário sobre roubos e ações de grupos criminosos, a mudança aprovada nesta semana pela Assembleia Legislativa representa uma promessa direta de mais tranquilidade no dia a dia.

Com a aprovação da nova Lei Orgânica da Polícia Civil do Paraná (PCPR), o estado passa a contar com divisões de elite inteiramente dedicadas a combater estruturas ilícitas e atuar em sequestros e situações de extremo risco. A medida tira do papel um modelo de segurança focado na inteligência contínua, poupando recursos e reduzindo o tempo de resposta do Estado contra as facções.

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O que muda na prática para o estado

O Paraná possui características geográficas sensíveis para a segurança nacional. Com a tríplice fronteira em Foz do Iguaçu, o longo trecho fluvial na divisa com o Paraguai e o estratégico Porto de Paranaguá, o estado tornou-se, ao longo das décadas, um corredor cobiçado por grandes facções. A ausência de um departamento dedicado unicamente a investigar a cadeia de comando dessas organizações exigia que diferentes delegacias muitas vezes dividissem o esforço de investigação.

A sanção da nova lei resolve esse gargalo jurisdicional ao criar o Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado (DRACO). Na prática, o estado passa a contar com delegados e investigadores que podem atuar de Guaíra ao litoral com a missão não apenas de apreender drogas e armas na ponta, mas de asfixiar o poder financeiro dos líderes das quadrilhas e mapear sua rede de lavagem de dinheiro, mesmo que a operação se estenda para outros estados.

Desmembramento e especialização das equipes táticas

A grande virada do novo projeto foi sepultar em definitivo o antigo Estatuto da Polícia Civil, instituído em 1982. Há mais de quatro décadas, os crimes cibernéticos e o alcance intercontinental das facções simplesmente não existiam nos moldes atuais. O novo texto redivide as competências de forma técnica para evitar sobreposições.

A experiência operacional acumulada por unidades como o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), por exemplo, será otimizada. Para que as operações fiquem mais claras e eficientes, a nova estrutura funcionará sustentada por três pilares:

DRACO (Departamento Estadual de Repressão ao Crime Organizado): Focado em identificar, rastrear e desarticular quadrilhas que operam em múltiplos municípios, centralizando a investigação qualificada e as escutas complexas.

DOESP (Departamento de Operações Especiais): É o braço armado para missões críticas. O departamento unificará o emprego de táticas especiais para resgate de reféns, resolução de sequestros e proteção operacional a outras unidades da polícia.

DIP (Departamento de Inteligência Policial): O cérebro estratégico do sistema. Fica encarregado de proteger informações sigilosas, monitorar ameaças silenciosas e orientar as ações de campo da corporação.

A visão das autoridades sobre o novo modelo de segurança

A modernização estatutária coroa um ciclo de renovação nos quadros do estado. Para evitar que os novos departamentos ficassem restritos ao papel, o Governo do Paraná já havia reforçado o efetivo nos últimos anos, incorporando 1.624 novos policiais civis desde 2019 (sendo 1.217 agentes de polícia judiciária, 285 delegados e 122 papiloscopistas).

A cúpula da segurança avalia que essa união de efetivo com a nova legislação trará uma barreira definitiva contra a impunidade.

A nova Lei Orgânica organiza a PCPR para enfrentar crimes cada vez mais complexos, com mais especialização, inteligência e capacidade operacional. O Paraná passa a contar com uma estrutura própria para combater organizações criminosas, sem abrir mão da atuação especializada em situações de alto risco.” — Saulo de Tarso Sanson, secretário da Segurança Pública.

A visão é endossada pelo comando das investigações diárias, que ressalta o alinhamento do Paraná com as melhores práticas de polícia judiciária do mundo.

“Essa legislação organiza a Polícia Civil para o presente e para o futuro. Estamos falando de uma estrutura mais eficiente, mais especializada e mais preparada para investigar crimes complexos, apoiar o trabalho dos policiais e entregar melhores resultados à sociedade paranaense.” — Silvio Jacob Rockembach, delegado-geral da Polícia Civil do Paraná.

O que você precisa saber em resumo

  • Uma nova lei moderniza a Polícia Civil do Paraná, revogando o antigo estatuto de 1982 para lidar com os crimes modernos e as facções criminosas.
  • Foram criados departamentos específicos como o DRACO (para desarticular organizações do crime) e o DOESP (para executar operações de alto risco e resgates de reféns).
  • A mudança garante que o estado passe a atuar com mais inteligência contra grupos que usam a fronteira e os portos paranaenses como rota ilícita.
Resgate de reféns e combate a facções: as novas forças de segurança do estado
(Foto: Fabio Dias)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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