(Foto: Divulgação GMC)
Ação da Guarda Municipal mira receptação e apreende 100 celulares furtados
Cerco integrado asfixia comércios clandestinos, recupera lotes de eletrônicos furtados e barra ataques à rede semafórica da cidade
O mercado ilegal que lucra com aparelhos furtados na capital paranaense sofreu um revés direto nesta quinta-feira (27). Agentes de segurança localizaram um volume expressivo de eletrônicos sem procedência comprovada durante a 17ª fase da Ação Integrada Cabo Seguro.
A estratégia da força-tarefa alterou o alvo rotineiro das abordagens e mirou especificamente os receptadores, que atuam como os financiadores dos pequenos crimes urbanos. Atacar a base financeira do esquema diminui o incentivo para os assaltos diários nas ruas.
Ponto de distribuição de celulares desarticulado no Parolin
A inteligência policial mapeou estabelecimentos comerciais suspeitos e direcionou as viaturas para alvos prioritários. Em um dos endereços vistoriados no bairro Parolin, as equipes encontraram exatos 110 aparelhos estocados de forma irregular. Os fiscais identificaram 80 iPhones e 30 smartphones de variadas marcas, empilhados no interior do comércio.
Uma verificação rápida no sistema integrado, por meio do número de identificação internacional (IMEI) dos dispositivos, confirmou o alerta de roubo para vários equipamentos do lote.
Diante das evidências, a Guarda Municipal deu voz de prisão em flagrante ao proprietário do estabelecimento. O comerciante responderá criminalmente por receptação, crime que prevê penas severas para quem adquire ou oculta produtos de origem ilícita no exercício de atividade comercial. A partir deste ponto, a Polícia Civil assumiu a custódia dos aparelhos para iniciar o trabalho técnico de rastreio e futura devolução aos proprietários originais.
Fiscalização e sanções em outras regiões da capital
As incursões de combate à receptação avançaram simultaneamente por outras áreas com histórico de comércio irregular. Os agentes executaram mandados de fiscalização em sete pontos distribuídos pelos bairros Prado Velho e Boa Vista. Durante o percurso, o contingente policial abordou e revistou 14 pessoas que transitavam ou trabalhavam no entorno destes endereços.
Além do cerco criminal, o poder público aplicou punições administrativas rigorosas aos locais que funcionavam à margem da lei. A Secretaria Municipal do Urbanismo expediu cinco notificações formais aos donos de imóveis por ausência de alvará ou falhas estruturais graves. No mesmo compasso, fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente registraram seis autos de infração punindo o armazenamento perigoso e o descarte irregular de materiais poluentes.
Apagão no trânsito expõe a base do esquema criminoso
Enquanto o núcleo financeiro da quadrilha perdia mais de 100 celulares no Parolin, a ponta operacional que alimenta esse mercado atacava a estrutura viária no Capão Raso. Na madrugada de quarta-feira (26), moradores e motoristas enfrentaram um apagão súbito em cinco semáforos no cruzamento da Rua Ipiranga. A interrupção abrupta do sinal exigiu cautela redobrada dos condutores para evitar colisões em um dos horários de menor visibilidade na via.
O problema não decorreu de falhas na rede elétrica, mas da ação direta de um homem flagrado cortando a fiação pública com um alicate. Uma viatura da Guarda Municipal patrulhava o setor no exato momento do crime e interceptou o indivíduo ainda com as ferramentas em mãos.
As equipes de manutenção da prefeitura trabalharam com urgência e religaram todo o sistema semafórico no início da manhã. Em paralelo a esta prisão, a operação integrada também prendeu um segundo homem em flagrante armazenando grande quantidade de cabos de cobre furtados.
Impacto das operações contínuas ao longo de 2026
O bloqueio sistemático às atividades de receptação em Curitiba apresenta resultados acumulados expressivos ao longo do ano. Nas 16 fases anteriores da Operação Cabo Seguro, as equipes inspecionaram 131 estabelecimentos e prenderam 65 suspeitos.
O rigor da lei também recaiu sobre 17 comércios reincidentes, que acabaram interditados definitivamente pela administração municipal. A população exerce um papel fiscalizador constante nesta engrenagem e pode denunciar o comércio clandestino de eletrônicos ou fiação de cobre diretamente pelo telefone de emergência 153.
>> Siga o canal do Jornal O Paranaense no WhatsApp

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba
- O perigo das bactérias na garrafa térmica e o jeito certo de lavar - 28 de agosto de 2026
- Suspensão de vistos nos EUA barra imigrantes de 75 países - 27 de agosto de 2026
- Brasil assume meta de restaurar 163 mil km² de solo até 2030 - 27 de agosto de 2026





