Vice-presidente JD Vance liderará a missão norte-americana nesta segunda-feira (20). Teerã hesita em participar das conversas e acusa os Estados Unidos de crimes de guerra devido à manutenção de bloqueio naval.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que uma comitiva norte-americana desembarcará no Paquistão nesta segunda-feira (20) com o objetivo de tentar reiniciar as negociações com o Irã. O clima, no entanto, é de forte tensão geopolítica, marcado por ultimatos e trocas mútuas de acusações sobre a quebra do cessar-fogo.
A comitiva e o ultimato de Washington
Contrariando uma declaração anterior do próprio Trump — que havia descartado a presença de seu vice na rodada de negociações —, a Casa Branca confirmou à agência AFP que a delegação será chefiada pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance. Ele será acompanhado de perto por dois enviados especiais do presidente: Steve Witkoff e Jared Kushner.
O aceno diplomático, contudo, veio atrelado a ameaças severas. Utilizando suas redes sociais, Trump acusou Teerã de violar o cessar-fogo ao lançar ataques no estratégico Estreito de Ormuz. O líder republicano alertou que, caso as conversas no Paquistão fracassem, os EUA estão prontos para destruir infraestruturas críticas do país rival, citando especificamente as centrais elétricas iranianas.
“Eles vão ceder rápido, vão ceder facilmente e, se não aceitarem o acordo, será uma honra para mim fazer o que precisa ser feito, o que deveria ter sido feito com o Irã por outros presidentes nos últimos 47 anos. É hora de acabar com a máquina de matar do Irã”, declarou o presidente norte-americano.
Irã impõe condições e denuncia “punição coletiva”
Do outro lado, a participação iraniana na mesa de negociações segue incerta. De acordo com informações divulgadas neste domingo pela agência de notícias estatal iraniana Tasnim, Teerã ainda não bateu o martelo sobre o envio de representantes e condiciona sua presença ao fim do bloqueio naval imposto pelos americanos.
Rebatendo as acusações de Trump sobre o desrespeito ao cessar-fogo, o governo iraniano argumentou que o cerco marítimo estabelecido por Washington não é apenas uma violação do acordo, mas também “um ato ilegal e criminoso”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghai, utilizou a rede social X para endurecer o tom contra o governo dos Estados Unidos, elevando as sanções ao patamar de violações internacionais humanitárias:
“Ao infligir deliberadamente punição coletiva ao povo iraniano, configura-se um crime de guerra e um crime contra a humanidade”, afirmou Baghai.
Com informações de Agência Brasil
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