(Foto: Claudio Neves)
Balança comercial do Paraná bate US$ 18,7 bilhões puxada pela China
Paraná quebra marca de US$ 18,7 bi em exportações puxado por salto de 78% no óleo de soja
O Paraná movimentou US$ 18,7 bilhões em exportações entre janeiro e setembro de 2026, registrando uma alta de 5,5% frente aos US$ 17,7 bilhões consolidados no mesmo período do ano anterior.
O levantamento oficial do Ipardes, realizado a partir dos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, atesta que o estado liquidou mais de US$ 2 bilhões em vendas externas todos os meses desde março.
Na prática, a entrada contínua de capital estrangeiro irriga a economia regional e sustenta a geração de empregos na base agrícola, nas cooperativas e em toda a cadeia de infraestrutura portuária.
O saldo positivo de US$ 1,8 bilhão na balança comercial garante liquidez para as empresas locais e viabiliza recursos diretos para a modernização das linhas de produção da indústria de transformação.
Agronegócio lidera com disparada do óleo de soja
A matriz de exportação estadual mantém forte tração da agroindústria. A soja em grão gerou US$ 3,9 bilhões em divisas, seguida pela carne de frango in natura, que faturou US$ 3,3 bilhões, e pelo farelo de soja, com US$ 1,1 bilhão. A avicultura avançou de forma acelerada sobre a balança comercial, passando a representar 17,5% de tudo o que o estado vende para fora do país, contra 14,7% no ano anterior.
A maior variação positiva do período se concentrou no óleo de soja bruto. A comercialização do subproduto saltou de US$ 419,5 milhões para US$ 750,5 milhões, configurando um crescimento direto de 78,9%. Os números refletem o movimento das indústrias de base em processar e agregar valor à commodity no próprio estado antes do embarque marítimo.
Diversificação de parceiros comerciais globais
O volume de produtos locais embarcados alcançou 208 países distintos até setembro de 2026. A China lidera com ampla margem o grupo de importadores, retendo 23,1% de todas as transações, o que injetou US$ 4,3 bilhões no mercado estadual.
A Argentina sustenta o segundo posto na balança com US$ 1 bilhão em contratos, posicionando-se à frente dos Estados Unidos, Índia e México. O mercado que apresentou o crescimento mais agressivo entre os dez maiores clientes foi o Japão, que expandiu suas compras em 65,3%, volume impulsionado pela alta demanda pelos cortes de frango paranaenses.
Superação de barreiras de mercado
O escoamento da produção para uma rede tão fragmentada de países demanda adaptações alfandegárias constantes. A ampliação do portfólio de clientes protege os setores produtivos contra eventuais embargos ou crises econômicas localizadas em regiões parceiras.
“Os exportadores paranaenses vêm, continuamente, conquistando novos mercados. Isso explica o crescimento das exportações do Estado mesmo em um contexto mundial de crescentes barreiras tarifárias.” – Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes.
Dinâmica das importações e custo agrícola
As importações totalizaram US$ 16,9 bilhões nos primeiros três trimestres de 2026, marcando uma elevação de 10,4%. O setor produtivo consumiu altos volumes de óleos, combustíveis, produtos químicos e autopeças para alimentar as linhas de montagem automotivas locais.
O dado de maior alívio direto para o produtor rural foi a retração nas compras de adubos e fertilizantes. A queda de 10,1% no volume físico importado indica uma menor exposição da agricultura aos preços internacionais durante as etapas de preparo do solo para a safra de verão.
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Com informações de Agência de Notícias da Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços do Paraná
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