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Entenda os planos de Lula e Flávio para o futuro da cultura no país

Entenda os planos de Lula e Flávio para o futuro da cultura no país

(Foto:  Fabio Rodrigues Pozzebom)

Entenda os planos de Lula e Flávio para o futuro da cultura no país


Diretrizes para fomento, patrimônio e cinema marcam corrida eleitoral

Os candidatos à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral propostas com rumos opostos para as políticas culturais do país.

O plano governamental do atual presidente foca na ampliação de aportes financeiros, fortalecimento da legislação de fomento e regulação do ambiente digital. Em contrapartida, a plataforma do senador prioriza a preservação do patrimônio histórico físico e o ajuste distributivo nas leis existentes, sem prever aumento direto de verba pública.

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O embate programático atinge diretamente o setor criativo no estado do Paraná, onde cidades como Curitiba, Londrina e Maringá sustentam circuitos artísticos dependentes de repasses federais e incentivos fiscais.

Companhias teatrais, produtoras cinematográficas e gestores de patrimônios históricos municipais acompanham as diretrizes com atenção, já que o modelo escolhido ditará o volume orçamentário destinado a editais descentralizados em solo paranaense nos próximos anos.

Divergências no modelo de financiamento e gestão setorial

A candidatura de Lula defende o fortalecimento institucional do Ministério da Cultura e a continuidade de programas criados em gestões anteriores. Lula propõe o aprimoramento da Lei Rouanet e da Política Nacional Aldir Blanc, canalizando verbas do Programa de Aceleração do Crescimento para infraestrutura artística em áreas periféricas.

O presidente também planeja a regulação do mercado de streaming, incentivo à indústria nacional de games e ampliação de linhas de crédito direcionadas à economia criativa.

Por outro lado, o programa de Flávio Bolsonaro segue uma linha de contenção dos gastos estatais diretos, repetindo premissas adotadas na gestão de seu partido entre 2019 e 2022.

O plano não inclui diretrizes para o setor audiovisual ou plataformas digitais, limitando-se a projetar a correção de distorções nas normas de incentivo para impulsionar polos no interior do país. Na esfera histórica, o documento do parlamentar promete ações voltadas à restauração e conservação de centros urbanos antigos, obras e acervos.

Historicamente, o orçamento cultural brasileiro oscilou de forma drástica entre as gestões federais mais recentes. Em 2018, os aportes federais para projetos do setor somavam R$ 245,5 milhões, valor que encolheu para R$ 89,5 milhões no encerramento de 2022.

Sob a administração de Lula, o segmento obteve R$ 3,86 bilhões emergenciais via Lei Paulo Gustavo, além da liberação de R$ 3,6 bilhões para a produção audiovisual entre 2023 e 2025.

Comparativo direto entre as plataformas presidenciais

As diferenças metodológicas e temáticas registradas perante a Justiça Eleitoral evidenciam as prioridades de cada projeto político para a classe artística:

Eixo TemáticoProposta de Luiz Inácio Lula da SilvaProposta de Flávio Bolsonaro
Patrimônio HistóricoProteção de memórias populares e direitos autorais de mestres tradicionaisPreservação de centros históricos, obras físicas e acervos
FinanciamentoAmpliação orçamentária via PAC, Lei Rouanet e Lei Aldir BlancCorreção de distorções legais sem menção a novos investimentos
AudiovisualRegulação de serviços de streaming e política industrial setorialNenhuma proposta apresentada no plano oficial
Cultura DigitalRegulação de inteligência artificial e apoio ao mercado de jogosNenhuma proposta apresentada no plano oficial
Estrutura FederalManutenção do ministério e incentivo a polos periféricosAperfeiçoamento de regras e foco em polos regionais

Regularização do eleitor e regras biométricas para o pleito

Mesmo com a definição das diretrizes de governo, parte dos cidadãos ainda tem dúvidas quanto à aptidão para votar no segundo turno da eleição. A Justiça Eleitoral confirmou que a ausência de cadastro biométrico não impede o exercício do voto no próximo domingo.

O eleitorado sem digitais cadastradas no sistema precisa apenas comparecer à seção munido de um documento oficial com foto, como carteira de identidade ou carteira de habilitação.

O procedimento de coleta biométrica alcançou cerca de 89% dos cidadãos antes do encerramento cadastral em maio. Nas urnas, o equipamento realiza até quatro tentativas de leitura digital antes de solicitar a data de nascimento do cidadão como confirmação complementar.

A medida assegura a integridade do processo de votação em todas as cidades paranaenses, permitindo que a população decida democraticamente as diretrizes administrativas que regerão o país.

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Entenda os planos de Lula e Flávio para o futuro da cultura no país
(Foto:  Rovena Rosa)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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