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Fraude no agro: PCPR mira quadrilha de desvio de cargas em Maringá

Fraude no agro: PCPR mira quadrilha de desvio de cargas em Maringá

(Foto: Divulgação PCPR)

Fraude no agro: PCPR mira quadrilha de desvio de cargas em Maringá


Esquema envolvia funcionários para adulterar balanças e desviar caminhões de carga no Noroeste paranaense. Justiça bloqueou contas e apreendeu frota de luxo.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou uma operação de busca e apreensão nesta terça-feira (20) para desmantelar um esquema de furto qualificado e lavagem de dinheiro focado no agronegócio do Noroeste paranaense.

A organização criminosa causou um rombo de R$ 6,2 milhões a uma empresa com sede em Maringá, especializada na movimentação de produtos agrícolas. Os agentes cumpriram mandados em cinco cidades da região, confiscando desde dinheiro em espécie até lanchas e um arsenal de armas de fogo.

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A ação reflete o esforço das forças de segurança para estancar as perdas no setor que mais movimenta a economia do Estado. O agronegócio regional depende de uma logística rigorosa, e a quebra de confiança dentro dos pátios de expedição gera prejuízos em cascata para os produtores.

Para garantir a reparação à empresa lesada, a Justiça determinou o bloqueio imediato de R$ 4,8 milhões nas contas bancárias dos 14 alvos investigados.

O modo de operação: balanças fraudadas e caminhões fantasmas

O grupo agia por dentro das operações da própria vítima. Integrantes de uma empresa de transportes se aliaram a funcionários desonestos da central de logística para furtar toneladas de farelo de milho. Os caminhões dos criminosos entravam vazios no estabelecimento e saíam completamente carregados, sem gerar nenhum registro de faturamento.

Para que a carga desaparecesse sem deixar rastros no sistema, os operadores manipulavam o software de pesagem das balanças. A tática mascarava o volume de produto retirado diariamente dos silos, permitindo que o esquema operasse de forma silenciosa e gerasse lucros contínuos.

“As investigações apontam que os 14 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, estruturaram por anos um esquema para lesar a empresa. O prejuízo total estimado é de R$ 6.209.484,23.” — Rafael Moraes Tavares, delegado da PCPR.

Lavagem de dinheiro no Noroeste

Com o dinheiro obtido através do desvio agrícola, os investigados montaram uma rede complexa de ocultação de patrimônio. A PCPR mapeou um forte esquema de lavagem de capitais que incluía transferências fracionadas entre várias contas bancárias, vendas simuladas de fazendas e a passagem de veículos de luxo para o nome de laranjas.

A polícia realizou varreduras e apreensões simultâneas em propriedades de Maringá, Alto Paraná, Nova Esperança, Paiçandu e São Pedro do Paraná. O volume de bens recolhidos ilustra o poder financeiro da quadrilha operando sob a fachada de atividades legais.

O inventário do confisco judicial inclui:

  • Quatro caminhões e três reboques usados na logística do crime;
  • Três automóveis, um trator e um quadriciclo;
  • Duas embarcações de lazer (uma lancha e dois jet-skis);
  • R$ 48 mil em dinheiro vivo;
  • Quatro armas de fogo (três pistolas e uma espingarda calibre 12), além de 572 munições.

Próximos passos da investigação

Nesta fase da operação, não houve novas prisões. O inquérito tramita com base nas capturas em flagrante ocorridas em novembro de 2025, quando os primeiros membros da quadrilha foram interceptados roubando a carga em tempo real. A estratégia atual da polícia é sufocar financeiramente o grupo e cruzar os dados dos documentos apreendidos nesta manhã.

Os investigadores trabalham agora para identificar novas ramificações e rastrear os terceiros que compravam o farelo de milho roubado. A receptação de carga desviada alimenta diretamente a base desse tipo de crime estruturado e segue como alvo principal das forças de segurança do Estado.

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Fraude no agro: PCPR mira quadrilha de desvio de cargas em Maringá
(Foto: Divulgação PCPR)

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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