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Apucarana decreta emergência após temporal de 124 km/h atingir 4 mil moradores

Apucarana decreta emergência após temporal de 124 km/h atingir 4 mil moradores

(Foto: Gilson Ramos)

Apucarana decreta emergência após temporal de 124 km/h atingir 4 mil moradores


Aulas suspensas, interrupção de serviços e força-tarefa marcam a rotina da cidade no Norte do Paraná após ventos severos

Mais de quatro mil moradores de Apucarana enfrentam uma rotina de reconstrução e adaptação após a tempestade severa que atingiu a cidade na noite desta última segunda-feira (21).

Famílias inteiras acordaram sem energia elétrica, com falhas no abastecimento de água e precisaram buscar lonas às pressas para cobrir os telhados destruídos. A situação exigiu uma resposta rápida do poder público municipal, que alterou o funcionamento da cidade para priorizar o resgate e a limpeza das ruas.

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Diante da gravidade estrutural, o governador em exercício, Darci Piana, homologou na terça-feira (22) o decreto de situação de emergência assinado pelo Executivo municipal. Esta medida jurídica autoriza a cidade do Paraná a acessar fundos estaduais de forma acelerada e facilita a contratação de serviços sem a burocracia tradicional. Com esse respaldo, as equipes concentram esforços para desobstruir vias e restabelecer a segurança.

Ventania destrói de escolas a patrimônios históricos

Os ventos alcançaram a marca de 124 km/h e trouxeram chuva de granizo, deixando um rastro de danos em cerca de 20 bairros. O levantamento preliminar da Defesa Civil aponta que mil residências sofreram algum tipo de avaria nos telhados ou nas paredes. A intensidade do fenômeno atmosférico levantou a suspeita de um possível tornado, hipótese que os meteorologistas do Simepar ainda analisam com base nos dados dos radares.

A força da tempestade atingiu diretamente os prédios públicos e os cartões-postais da cidade. A Catedral Nossa Senhora de Lourdes perdeu parte da cobertura, enquanto a Comunidade Nossa Senhora do Rocio, no Parque Bela Vista, teve o forro de PVC derrubado sobre os bancos da igreja. No setor privado, os ventos estilhaçaram vidraças e destelharam academias, inviabilizando o funcionamento comercial e alagando os ambientes internos.

Impacto direto na educação e nos serviços básicos

O fornecimento de utilidades públicas entrou em colapso logo nas primeiras horas da madrugada. A queda de aproximadamente 500 árvores rompeu cabos da rede e deixou 43 mil imóveis às escuras. Como o bombeamento das estações da Sanepar depende de eletricidade, as torneiras também secaram em diversas regiões, exigindo que a Copel mobilizasse mais de 30 turmas de manutenção para consertar os postes caídos.

A rede de ensino sofreu as consequências diretas dessa infraestrutura abalada. A Prefeitura de Apucarana determinou a suspensão das atividades pedagógicas em todas as 60 unidades municipais, abrangendo 35 escolas e 25 creches. O cenário mais crítico ocorreu no Centro de Educação Municipal Benedito Leugi, no bairro João Paulo, onde o telhado voou completamente.

Instituições da rede estadual e colégios particulares também interromperam as aulas para garantir a segurança dos estudantes e dos professores. Atualmente, a Secretaria Municipal de Educação estuda rotas e logísticas para realocar as crianças afetadas pelas 36 unidades que registraram danos físicos graves.

Força-tarefa regional esgota estoques de suprimentos

A corrida por materiais de proteção sobrecarregou o sistema de assistência local. Apenas nas primeiras 24 horas, o posto do Corpo de Bombeiros atendeu 620 moradores, e outros 360 buscaram ajuda diretamente no pátio de máquinas do município. As equipes de resgate entregaram 60 mil metros de lona plástica, volume suficiente para zerar rapidamente os estoques emergenciais das cidades vizinhas.

Para organizar a retomada, o município montou uma grande operação conjunta de rescaldo. Essa união de forças envolve os seguintes grupos de apoio operacional:

  • Efetivos do Exército Brasileiro para a remoção de entulhos pesados e troncos.
  • Agentes da Defesa Civil e voluntários mapeando as áreas de risco.
  • Guardas municipais deslocados de Londrina, Cambé e Rolândia para reforçar a segurança e o trânsito.

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(Foto: Gilson Ramos)

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Apucarana


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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