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Vitória dramática: Athletico-PR bate Bahia nos acréscimos e faz a Arena da Baixada ferver

Vitória dramática: Athletico-PR bate Bahia nos acréscimos e faz a Arena da Baixada ferver

(Foto: Divulgação Athlético)

Vitória dramática: Athletico-PR bate Bahia nos acréscimos e faz a Arena da Baixada ferver


Goleiro Mycael salva cobrança no último minuto, redime falha e coroa invencibilidade de quatorze jogos da equipe rubro-negra em casa

A torcida rubro-negra respira aliviada e mantém os olhos fixos na rota direta para a Libertadores de 2027. A defesa monumental do goleiro Mycael nos acréscimos garantiu os três pontos que matematicamente blindam a equipe na parte superior do Campeonato Brasileiro

. O triunfo por 2 a 1 na noite deste domingo (20) não rendeu apenas mais uma rodada no cobiçado G-4, mas também consolidou uma marca expressiva no cenário esportivo de Curitiba. São agora 14 confrontos consecutivos sem derrotas jogando nos domínios do Athletico-PR, um reflexo direto da força que o elenco demonstra diante de seus apoiadores.

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O cenário desenhado na 28ª rodada exigia força mental dos 27.259 torcedores presentes nas arquibancadas para empurrar o time do início ao fim. Enfrentando um adversário direto pelas primeiras posições da tabela, a formação comandada por Odair Hellmann precisou se adaptar e provar sua profundidade de elenco.

A ausência de Viveros, atual artilheiro da competição, obrigou a comissão técnica a buscar alternativas ofensivas que mantivessem a agressividade característica do sistema tático local. O esquema precisou privilegiar o jogo coletivo, usando os lados do campo para desestabilizar a forte marcação adversária.

Domínio inicial e a quebra do placar

A aposta em jogadas de velocidade e transições rápidas pelos flancos rendeu frutos logo aos 15 minutos da etapa inicial. Kerwin Vargas avançou com liberdade pelas linhas de marcação, recebeu um passe preciso de Mendoza dentro da área e encontrou Esquivel bem posicionado na sequência do lance.

O lateral demonstrou categoria ao executar um chute firme no contrapé do goleiro Ronaldo, inaugurando o marcador e incendiando a partida. A superioridade momentânea indicava um caminho tranquilo, contudo esbarrou em um erro de cálculo defensivo pouco tempo depois.

O empate baiano expôs a fragilidade do setor de retaguarda em lances de bola aérea aos 25 minutos. O zagueiro Marcos Vitor avançou e executou um cruzamento direto para a grande área. Uma saída imprecisa de Mycael deixou a baliza desprotegida, permitindo que o atacante Erick Pulga aproveitasse a sobra para estufar as redes e nivelar a partida.

O confronto seguiu equilibrado e de alta intensidade física até o apito do intervalo, com ambas as equipes travando uma batalha dura pela posse de bola na faixa central do gramado, porém sem gerar novas oportunidades claras de finalização.

O peso decisivo das peças de reposição

O retorno dos vestiários inaugurou um período de forte estudo tático e neutralização mútua. A tentativa de Rodrigo Nestor, aos 15 minutos, representou a única investida real de perigo até que as alterações que a comissão técnica processou começassem a surtir efeito direto na organização ofensiva.

Aos 23 minutos, a insistência de Vargas pela ponta esquerda gerou um cruzamento com curva venenosa em direção à marca do pênalti. Jorge Rivaldo, que havia saído do banco de suplentes para substituir Leozinho, acompanhou a dinâmica da jogada e bateu de primeira. A execução perfeita superou o arqueiro adversário e recolocou os donos da casa em merecida vantagem.

Os instantes finais da partida submeteram todos os presentes a um teste extremo de controle emocional. Em desvantagem, a equipe visitante abandonou a cautela defensiva e lançou todas as suas peças ao ataque, flertando com o empate em um chute perigoso de Luciano Juba, que forçou Mycael a operar um autêntico milagre debaixo das traves.

A temperatura do jogo atingiu níveis críticos quando a arbitragem de vídeo alertou sobre um desvio no braço do volante Jadson dentro da área rubro-negra. Após longa checagem no monitor à beira do campo, o árbitro Anderson Daronco confirmou a penalidade máxima já aos 46 minutos da etapa complementar.

Redenção nos acréscimos e planejamento futuro

A cobrança assumida pelo atacante Everaldo colocou frente a frente o batedor baiano e um Mycael sedento por apagar a falha cometida no primeiro tempo. O camisa 1 saltou de maneira espetacular para o canto escolhido, espalmando a bola e assegurando o triunfo em meio à explosão catártica das arquibancadas. O nível de tensão acumulado resultou ainda na expulsão direta do técnico Odair Hellmann, que excedeu nas reclamações verbais contra a equipe de arbitragem logo na sequência do lance que definiu o resultado.

O calendário do futebol nacional entra agora em uma paralisação obrigatória de duas semanas para acomodar os compromissos das seleções na Data Fifa. O torcedor precisará aguardar até o mês de outubro para ver os atletas retornarem às disputas oficiais e defenderem sua posição no topo da tabela. O fechamento da 28ª rodada projeta os seguintes confrontos de peso:

  • Dia 8 de outubro, às 20h: O Athletico-PR recebe o Atlético-MG, contando novamente com a força de seu mando de campo para estender a invencibilidade local.
  • Dia 8 de outubro, às 21h30: O Bahia viaja para enfrentar o Palmeiras no Nubank Parque, buscando recuperar os pontos perdidos.

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Vitória dramática: Athletico-PR bate Bahia nos acréscimos e faz a Arena da Baixada ferver
(Foto: Divulgação Athlético)

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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