(Foto: Divulgação Copel)
Copel retira 120 toneladas de fios de internet inativos dos postes no Paraná
Ações de limpeza e fiscalização contra provedores de telecomunicações já alcançaram mais de 50 cidades paranaenses em 2026.
A Copel removeu mais de 120 toneladas de cabos aéreos de telecomunicações irregulares ou inativos em 50 municípios do Paraná apenas em 2026.
A força-tarefa estadual foca em limpar as estruturas compartilhadas de postes, que frequentemente ficam sobrecarregadas por fios abandonados por empresas de telefonia e internet. O exemplo mais recente da operação ocorreu em Pinhão, onde técnicos cortaram 1,5 mil quilos de sucata em apenas três dias de trabalho na área urbana.
Essa remoção maciça atinge diretamente a rotina de quem circula pelas calçadas e vias comerciais. A retirada do excesso de fios elimina os riscos de estrangulamento de veículos pesados, previne curtos-circuitos que causam quedas de energia e reduz drasticamente a poluição visual nas cidades.
Moradores e comerciantes passam a contar com um ambiente mais seguro contra choques elétricos provocados pelo rompimento de cabos sobrepostos sem a devida manutenção.
O avanço das operações nos municípios paranaenses
O volume de material recolhido superou as projeções originais da estatal para o período. A expectativa inicial apontava para 150 toneladas ao longo de todo o ano, mas o ritmo acelerado dos cortes indica que a meta será batida ainda em outubro. Durante o mês de setembro, as equipes intensificaram as fiscalizações em locais como Londrina, São José dos Pinhais, Umuarama, Maringá e Cascavel, atuando lado a lado com as prefeituras e unidades locais do Procon.
“Nós já temos uma ideia de que podemos chegar a 200 toneladas até o fim do ano, se continuarmos neste ritmo. Contamos com a participação e o envolvimento das operadoras, já que os cabos são delas. O trabalho é manter a rede segura para todos.” – Rafael Buckoski Gonçalves, gerente de Compartilhamento de Estruturas da Copel.
Destinação correta: o caminho da sucata até Curitiba
Todo o passivo ambiental retirado do interior não fica acumulado nas cidades de origem. O material cortado nas ruas de Pinhão, por exemplo, percorre a malha logística da empresa até chegar ao bairro Atuba, em Curitiba.
A unidade da capital centraliza a sucata de todo o estado para repassar os polímeros e metais a empresas terceirizadas especializadas. Esses parceiros garantem a reciclagem e a destinação ecologicamente correta dos fios mortos, evitando o despejo irregular em aterros sanitários.
Regras rígidas e punições para provedores negligentes
A manutenção das redes de internet é uma obrigação exclusiva das empresas de telecomunicações que alugam o espaço nas estruturas da concessionária de energia.
Quando ocorrem migrações de tecnologia, como a troca do cabeamento metálico antigo pela fibra óptica, muitos provedores abandonam as fiações velhas ao relento. Para frear o problema, a companhia atua com medidas punitivas e operacionais:
- Inspeção contínua: Identificação visual e mapeamento de áreas com sobrecarga de fiação inativa.
- Notificação e multa: As operadoras recebem prazos estritos para adequar suas redes aos padrões técnicos. O descumprimento sistemático gera penalidades financeiras severas.
- Ação direta: Em caso de risco iminente à população ou omissão da empresa notificada, as equipes de energia executam o corte preventivo da rede imediatamente.
Pedestres e motoristas também atuam como fiscais ativos desse processo de adequação urbana. Qualquer cidadão que identificar cabos rompidos, caídos sobre o passeio ou pendurados em altura perigosa deve manter distância da fiação e acionar a emergência pelo telefone 0800 51 00 116 para solicitar o isolamento do local.
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Com informações de Copel
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