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Problema técnico da Embraer deixa passageiros da Azul retidos no Paraná

Problema técnico da Embraer deixa passageiros da Azul retidos no Paraná

(Foto: José Cruz)

Problema técnico da Embraer deixa passageiros da Azul retidos no Paraná


Instabilidade no sistema de navegação da fabricante atinge operações nos terminais de Curitiba, Foz do Iguaçu e Cascavel nesta semana.

Passageiros que planejam embarcar nos aeroportos do Paraná enfrentam uma rotina de incertezas e remarcações nos últimos dias. Uma falha global nos sistemas de navegação por satélite forçou a companhia aérea Azul a suspender viagens e remanejar sua malha de forma abrupta.

O problema técnico afeta diretamente o painel dos jatos comerciais fabricados pela Embraer, exigindo que os clientes confirmem o status de suas reservas nos canais oficiais antes de saírem de casa para evitar o deslocamento perdido até os portões de embarque.

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Impacto direto nos terminais paranaenses

A interrupção tecnológica atingiu em cheio a logística estadual logo no início da instabilidade, na terça-feira (22). Os painéis de informação registraram o cancelamento de 12 decolagens concentradas no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, que atende a região de Curitiba, e também na fronteira, no terminal de Foz do Iguaçu.

Dados operacionais divulgados pela concessionária Motiva, responsável pela administração do Afonso Pena, indicam que mil passageiros sofreram impactos diretos apenas no mercado paranaense ao longo de 24 horas.

O efeito dominó das alterações de malha se estendeu para o interior do estado na quarta-feira (23). No aeroporto de Cascavel, a companhia aérea suspendeu um voo programado para o terminal de Viracopos, em Campinas. Em escala nacional, a falha comprometeu 80 rotas diferentes, prejudicando os planos de oito mil clientes e causando atrasos severos em praças de alto fluxo, como Brasília, Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

A origem técnica da falha nas aeronaves E2

O transtorno generalizado tem origem em uma falha de comunicação nos equipamentos fornecidos pela marca Honeywell. A pane causa a perda do sinal de GPS no painel de voo e afeta diversos operadores globais, resultando em eventos que a aviação classifica como AOG (Aircraft on Ground, ou aeronave retida no solo). Além da família de jatos E-195 e E2 da Embraer, aviões produzidos pela fabricante suíça Pilatus também apresentaram o mesmo erro de sistema nas últimas horas.

Diante do cenário de paralisação preventiva, a Azul precisou executar ajustes imediatos na sua frota ativa de 50 aeronaves E195-E2. Este modelo representa o maior avião comercial da fabricante brasileira atualmente em produção.

As unidades saem da linha de montagem localizada em São José dos Campos preparadas para transportar até 146 pessoas, operando rotas de média densidade e alta frequência. As operações concorrentes seguem normais pelo país. A Latam informou que só integrará os jatos da marca em dezembro, enquanto a Gol esclareceu que não utiliza essa linha em suas rotas.

As empresas do setor garantem que o problema nos equipamentos não representa qualquer risco para quem já está no ar ou com viagem confirmada. Os jatos contam com sistemas de navegação redundantes que assumem o controle da rota em caso de apagão do GPS primário, cumprindo estritamente os requisitos das autoridades de aviação civil. A fabricante emitiu um posicionamento oficial detalhando sua atuação nos bastidores.

“A empresa está fornecendo suporte técnico aos clientes e conduzindo as ações necessárias para a resolução da questão. Embora a ocorrência possa afetar a programação operacional de companhias aéreas, não há impacto na segurança de voo.”

Direitos do passageiro e regras da agência reguladora

Para mitigar o prejuízo aos consumidores, as empresas precisam cumprir as exigências de assistência estipuladas pela Anac. A agência reguladora determinou recentemente mudanças na Resolução 400, ampliando a proteção aos clientes. Agora, as companhias devem informar no momento da compra da passagem que a operação pode sofrer alterações.

Em caso de problemas reais, o passageiro precisa receber avisos imediatos por canais digitais contendo a nova previsão de partida e as alternativas claras de reacomodação.

A assistência material dentro dos aeroportos é obrigatória e escalonada conforme o tempo que o cliente permanece retido aguardando uma solução. Confira as regras de suporte estabelecidas pela agência reguladora:

  • A partir de duas horas de espera: A empresa tem a obrigação de fornecer alimentação adequada ao passageiro, seja entregando a refeição ou distribuindo vouchers.
  • A partir de quatro horas de espera: Caso o atraso prolongado exija pernoite, a companhia assume integralmente os custos de hospedagem e o transporte de ida e volta ao local de acomodação.
  • Reembolso de despesas: Quando o aeroporto carece de infraestrutura ou não há fornecedores locais disponíveis, a empresa pode atender via reembolso. O cliente guarda os comprovantes de alimentação e transporte, e a companhia tem o prazo legal de sete dias para devolver o dinheiro.

A Anac monitora a crise tecnológica junto à Embraer e aos operadores para atestar que os reparos obedecem aos critérios de certificação. Passageiros que enfrentarem cancelamentos e não receberem as devidas cortesias das companhias aéreas devem registrar reclamações formais na plataforma Anac Passageiro, gerando o protocolo necessário para possíveis ações de ressarcimento.

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Problema técnico da Embraer deixa passageiros da Azul retidos no Paraná
(Foto: José Cruz)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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