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Produção de florestas no Brasil bate recorde em 2025 com força do Paraná na Erva-mate

Produção de florestas no Brasil bate recorde em 2025 com força do Paraná na erva-mate

(Foto: Canva)

Produção de florestas no Brasil bate recorde em 2025 com força do Paraná na Erva-mate


O estado mantém a hegemonia na extração de produtos não madeireiros e abastece o mercado com silvicultura de alta tecnologia

As florestas brasileiras geraram um valor recorde de R$ 47,9 bilhões em 2025, impulsionadas pelo cultivo comercial e pela extração vegetal em todo o país. O levantamento oficial divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o Paraná manteve sua posição de protagonismo no setor produtivo, concentrando 88,4% de toda a produção nacional de erva-mate no último ano.

Esse volume financeiro injeta receita direta nas pequenas e médias propriedades rurais espalhadas por centenas de municípios paranaenses. A variedade da cadeia florestal local garante o fornecimento ininterrupto de matéria-prima para indústrias de alimentos, fábricas de papel, movelarias e polos de bioenergia em toda a região Sul.

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Mapa florestal: o que cada região do estado produz

A diversidade de clima e solo divide o território estadual em polos produtivos especializados. A atividade florestal movimenta a economia de 391 municípios, alternando entre lavouras comerciais de crescimento rápido e o extrativismo em áreas de mata nativa.

Confira as principais culturas e suas cidades de destaque:

Silvicultura de pinus e eucalipto: A produção de madeira para celulose e móveis tem sua força máxima no sul e nos Campos Gerais. General Carneiro lidera o faturamento no Brasil, seguido por polos industriais e florestais expressivos em Sengés, Telêmaco Borba e Bituruna.

Erva-mate: O cultivo sob a sombra das araucárias domina a região sul. Cruz Machado se destaca no volume da colheita, enquanto São Mateus do Sul agrega valor ao mercado com a certificação inédita de Indicação Geográfica. Bituruna também figura no topo da extração nacional da folha.

Madeira em tora e lenha: A extração de biomassa para alimentar caldeiras de indústrias e secadores de cooperativas agrícolas ocorre de forma pulverizada no interior, aproveitando a logística das cidades do centro-sul e sudoeste.

Pinhão: A coleta sazonal extrativista ganha força durante o inverno nas áreas de maior altitude e clima frio. A extração da semente concentra-se na região centro-sul, garantindo a renda de inverno para a agricultura familiar.

Silvicultura impulsiona as cifras nacionais e regionais

A silvicultura foi responsável pela maior fatia do faturamento do setor florestal em 2025, movimentando R$ 41 bilhões no Brasil. O número representa um salto de 8,6% na comparação com o ciclo anterior, consolidando as áreas plantadas como o principal motor econômico do campo.

O Paraná se destaca nesse cenário com vastas áreas dedicadas ao cultivo sustentável, evitando a degradação e o desmatamento de matas nativas remanescentes.

Cultivo de pinus garante matéria-prima para a indústria

O estado abriga extensas áreas de pinus, sustentando uma cadeia industrial robusta e com grande capilaridade no interior. A madeira extraída das florestas comerciais paranaenses abastece de imediato a construção civil, a fabricação de móveis e a montagem de painéis compensados.

Esse manejo tecnológico mantém a produtividade do solo em alta, gerando milhares de empregos com carteira assinada nas serrarias e indústrias de base florestal.

Eucalipto e a força da produção de celulose

As plantações dedicadas ao eucalipto compõem a outra metade da base produtiva madeireira, fornecendo celulose de fibra curta em larga escala. A árvore apresenta um ciclo de crescimento acelerado no estado, alcançando o ponto de corte industrial entre sete e oito anos.

As condições de solo e clima do Paraná favorecem o enraizamento e o desenvolvimento da espécie, tornando as fábricas locais altamente competitivas no fornecimento de papéis e produtos sanitários.

Municípios paranaenses no topo da geração de riqueza

Cidades interioranas como General Carneiro, Sengés, Telêmaco Borba e Cruz Machado figuram historicamente no mapa dos maiores polos de silvicultura do Brasil. A extração de madeira atua como a espinha dorsal da economia nesses municípios, fomentando o comércio local e multiplicando a arrecadação de impostos das prefeituras.

As florestas plantadas transformaram o perfil econômico dessas regiões e viabilizaram a atração de infraestrutura pesada.

Fornecimento estratégico de lenha e biomassa

A produção de lenha a partir de áreas plantadas se consolidou como outro pilar da economia florestal paranaense. O estado desponta como fornecedor estratégico de biomassa, material exigido em larga escala para alimentar as caldeiras industriais e os secadores de grãos nas cooperativas agropecuárias.

O uso dessa fonte de energia renovável ajuda a substituir derivados de petróleo e reduz os custos operacionais da agroindústria no Sul do país.

Extrativismo e o domínio paranaense na Erva-mate

A extração de espécies não madeireiras cresceu e a erva-mate assumiu a vice-liderança nacional desse segmento no balanço de 2025. A folha movimentou expressivos R$ 562,3 milhões no país, com quase 90% de todo esse dinheiro gerado nas lavouras do Paraná.

A planta nativa se desenvolve sob a sombra dos pinheiros nas regiões mais frias, aliando a geração de faturamento com a preservação ambiental das propriedades rurais.

Indicação geográfica eleva o valor de mercado

A qualidade do cultivo da erva-mate paranaense obteve reconhecimento legal nos últimos anos e alterou a dinâmica de preços de venda. O município de São Mateus do Sul possui a primeira Indicação Geográfica (IG) da cultura no país, selo que comprova a rastreabilidade e as características únicas do solo regional.

A certificação blinda a identidade do produto frente a concorrentes e permite que os agricultores acessem mercados mais exigentes e rentáveis.

Qualificação profissional assegura o futuro das safras

O aumento constante da produtividade nos ervais exige atualização técnica permanente de quem atua no campo. O Sistema FAEP disponibiliza cronogramas de treinamentos técnicos focados no manejo correto da planta, técnicas de adubação e controle de doenças nas lavouras de todo o estado.

A capacitação contínua freia perdas biológicas durante as safras e eleva o aproveitamento comercial de cada hectare cultivado.

Coleta de pinhão reforça a renda familiar no inverno

A coleta sazonal do pinhão opera como uma engrenagem vital na economia de centenas de famílias extrativistas paranaenses. A atividade toma força durante os meses de inverno, sempre respeitando o calendário oficial para garantir a reprodução da araucária e a alimentação dos animais silvestres.

O volume retirado das matas abastece centrais de abastecimento, supermercados e feiras por todo o Brasil, reforçando a variedade do setor florestal do estado.

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Produção de florestas no Brasil bate recorde em 2025 com força do Paraná na erva-mate
(Foto: Canva)

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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