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Venda de motos no Paraná bate recorde após isenção de IPVA: veja os números

Venda de motos no Paraná bate recorde após isenção de IPVA: veja os números

(Foto: Geraldo Bubniak)

Venda de motos no Paraná bate recorde após isenção de IPVA: veja os números


Medida que zerou o imposto para veículos de duas rodas de até 170 cilindradas beneficia diretamente os entregadores e altera a dinâmica econômica das cidades paranaenses.

Para milhares de paranaenses, a motocicleta não é apenas um meio de transporte, mas a principal ferramenta de sustento familiar. Em um cenário onde o custo de vida e os gastos com combustíveis pressionam o orçamento doméstico, deixar de pagar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) transformou-se em um alívio financeiro decisivo.

É exatamente este impacto real no bolso do trabalhador que explica um fenômeno visível nas ruas do estado: as vendas de motos de baixa cilindrada mais que dobraram desde que a isenção do tributo entrou em vigor.

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O impacto direto na vida de quem vive sobre duas rodas

A rotina dos profissionais conhecidos como “motoboys” e dos entregadores de aplicativo é historicamente marcada por jornadas exaustivas e margens de lucro estreitas. Ao isentar o IPVA para motos de até 170 cilindradas — categoria que engloba os modelos mais populares, acessíveis e utilizados para o trabalho diário —, o governo estadual permitiu que centenas de reais fossem redirecionados para a manutenção do veículo, para a alimentação e para a qualidade de vida dessas famílias.

Os números do mercado refletem rapidamente essa mudança de paradigma. Segundo o levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o ano de 2025 fechou com 140.563 motocicletas comercializadas no Paraná. O volume representa um aumento expressivo de 112,6% em comparação a 2024, época em que ainda havia a cobrança do imposto e apenas 66.110 unidades haviam saído das lojas.

A isenção fortaleceu categorias como motoboys e entregadores, profissionais que movimentam a economia estadual. São trabalhadores essenciais que geram emprego e renda. E agora vemos como essa medida trouxe resultados concretos“, destaca o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Como isso afeta o estado do Paraná e a economia local

Quando uma política fiscal de base é alterada, o impacto reverbera de forma sistêmica muito além do comprador inicial. A explosão nas vendas de motos aquece toda uma cadeia produtiva nos municípios paranaenses. As concessionárias precisam contratar mais vendedores e mecânicos para dar conta do volume, as oficinas de bairro veem a demanda por revisões aumentar e o comércio varejista de motopeças e equipamentos de segurança (como capacetes e jaquetas) registra faturamento recorde.

Além do fomento ao comércio, o Paraná passou a atrair a frota de estados vizinhos. O balanço da Receita Estadual mostra que 770 mil motos foram isentas em 2025, número que já saltou para 918 mil em 2026.

Esse crescimento expressivo não se deve apenas às novas vendas, mas também à migração: muitos proprietários estão transferindo os registros de seus veículos de outras regiões do Brasil para o Paraná em busca de economia, o que altera positivamente o fluxo de arrecadação indireta e de serviços no estado. Em pelo menos um aspecto, as ruas provam que a mobilidade sobre duas rodas se consolidou.

Contexto e histórico: por que o limite de 170 cilindradas?

Para entender o peso dessa isenção, é preciso voltar os olhos para a legislação. A base legal para a isenção estadual surgiu na esteira de uma resolução do Senado Federal aprovada em 2022, que autorizou os estados e o Distrito Federal a zerarem a alíquota de IPVA para veículos de duas rodas de baixa cilindrada.

O teto de 170 cilindradas implementado pelo Paraná não foi escolhido por acaso: ele foi calculado para abranger exatamente as chamadas motos utilitárias ou “pau para toda obra” (como as tradicionais 150cc e 160cc). Essas motocicletas são responsáveis por quase a totalidade da frota circulante voltada para o trabalho urbano e o transporte rural, garantindo que o benefício não seja repassado para proprietários de motocicletas de luxo ou de alta cilindrada usadas para lazer.

Para se ter uma ideia da escalada acelerada desse mercado, confira o raio-x das vendas médias mensais baseado em dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam):

Antes da isenção (2024): 5.509 unidades vendidas ao mês.

Primeiro ano da isenção (2025): 11.713 unidades vendidas ao mês.

Cenário atual (2026): Impressionantes 14.681 motocicletas comercializadas mensalmente (média calculada até o mês de abril).

Redução de impostos também movimenta o mercado de carros

A reestruturação tributária estadual não se limitou a quem anda sobre duas rodas. Em 2026, passou a valer a nova alíquota geral de IPVA no Paraná para os demais veículos automotores, que foi reduzida de 3,5% para 1,9%.

O impacto na decisão de compra do consumidor também foi imediato neste segmento: de janeiro a abril deste ano, o número total de emplacamentos no estado cresceu 38,5% na comparação com o mesmo quadrimestre de 2025, saltando de 165.659 para 229.400 novos registros, segundo os dados oficiais do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR).

O que você precisa saber em resumo

  • A isenção do IPVA para motos de até 170 cilindradas no Paraná causou um aumento de 112,6% nas vendas no primeiro ano da medida (2025).
  • A política fiscal tem como grande foco aliviar o bolso de trabalhadores de aplicativo e motoboys, gerando mais renda livre para essas famílias.
  • O benefício foi ampliado aos carros em 2026 (com queda da alíquota de 3,5% para 1,9%), resultando em um crescimento de quase 40% nos emplacamentos gerais do estado.
Venda de motos no Paraná bate recorde após isenção de IPVA: veja os números
(Foto: Geraldo Bubniak)

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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